Coletiva de Rodrigo Maia (ao vivo) sobre medidas contra a crise

Déficit primário em 12 meses encerra janeiro em quase R$ 84 bilhões

Por Redação

27 de fevereiro de 2020 : 13h46

A secretaria do Tesouro Nacional (STN) divulgou as contas públicas até janeiro. Houve um superávit recorde de R$ 44,12 bilhões.

Ou seja, entrou na caixa da União, no mês de janeiro, R$ 44 bilhões a mais do que saiu.

Entretanto, no acumulado de 12 meses, ainda há um déficit primário de R$ 83,67 bilhões, que é também um dos maiores da história, apenas superado pelo resultado de janeiro de 2016 a janeiro de 2019, anos de forte crise econômica.

O pior janeiro da história foi em 2017, quando o déficit primário chegou, no acumulado 12 meses, a R$ 178,7 bilhões.

O déficit da previdência, somando os números do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e o do Regime Próprio da Previdência (RPPS) chegou a R$ 320 bilhões em janeiro, ou 4,3% do PIB.

A média mensal da arrecadação vem se recuperando suavemente, tendo crescido em janeiro deste ano 2% sobre igual mês do ano anterior.

Separamos alguns gráficos e tabelas abaixo. Acrescentamos alguns gráficos exclusivos.

Contas públicas tem superávit recorde de R$ 44,12 bi em janeiro
A receita líquida chegou a R$ 151,691 bilhões

Publicado em 27/02/2020 – 12:54
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Agência Brasil — As contas públicas iniciaram o ano com o saldo positivo. Em janeiro, foi registrado superávit primário do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – de R$ 44,124 bilhões, aumento real (descontada a inflação) de 41% em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 30,030 bilhões). O resultado do primeiro mês do ano foi o melhor para o período já registrado pela Secretaria do Tesouro Nacional, na série histórica com início em 1997.

O resultado primário é formado por receitas, menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Neste ano, a meta para o resultado primário é de déficit de R$ 124,1 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que o resultado de janeiro foi “muito bom”, influenciado pela arrecadação recorde, mas ainda é cedo para dizer vai continuar assim nos outros meses do ano.

“O resultado de janeiro foi muito bom, com movimento muito atípico da arrecadação. Mas não dá pra extrapolar para o resto do ano. Não dá pra saber se vai ser consistente ou não. Temos de esperar alguns meses para ver o que vai acontecer com a arrecadação, que teve um crescimento expressivo em janeiro”, disse.

Em janeiro, a receita líquida (descontadas as transferências para estados e municípios) chegou a R$ 151,691 bilhões, com aumento 6,4% em relação ao mesmo mês de 2019. A despesa total caiu 3,3%, chegando a R$ 107,567 bilhões.

Edição: Valéria Aguiar

 

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2 comentários

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Nunes

27 de fevereiro de 2020 às 15h39

Infelizmente é tarde.

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Gilmar Tranquilão

27 de fevereiro de 2020 às 14h08

Fora coronavírus!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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