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O cálculo político de Ciro Gomes

Por Redação

04 de dezembro de 2020 : 15h46

Por Rodrigo Perez Oliveira

O que está em jogo é a sobrevivência nacional. Não são tempos normais!

Você pode não gostar do Ciro Gomes. Não gostar de sua virulência e de sua agressividade. Mas há, sim, racionalidade no seu cálculo político, que é coerente com a leitura que ele fez da crise. Leitura, na minha avaliação, correta, e que foi confirmada cabalmente pelas eleições municipais de 2020.

Vamos lá, por partes, no fio:

1) Há a previsão de que a realidade administrativa enfraquecerá o prestígio político do presidente Jair Bolsonaro. As eleições de 2018 aconteceram sob atmosfera disruptiva, atípica. Ali, Bolsonaro, em pré-campanha desde 2014, foi, sim, capaz de se apresentar como outsider. O clima de histeria, porém, tem prazo de validade. Inflação, desemprego, condução desastrosa da pandemia da covid-19. Não dá pra levar quatro anos de governo apenas na base da verborragia e da agitação. Chega uma hora em que é necessário apresentar resultados concretos. As eleições de 2020 confirmam que a intuição de Ciro tem sentido. O caso do Rio de Janeiro é emblemático. O prefeito Marcelo Crivella tentou reeditar a tática de 2018, baseando sua campanha no terrorismo moral, depois de quatro anos de um governo desastroso. Não teve jeito. O controverso Eduardo Paes, sobre quem pesa, inclusive, a pecha de corrupto, foi eleito com folga.

2) O possível enfraquecimento de Bolsonaro, entretanto, não significa o refortalecimento da esquerda, ainda hegemonizada pelo PT. Antes das eleições, Ciro chegou a se encontrar com Lula, a restabelecer o diálogo. As eleições de 2020 confirmam a tendência inaugurada em 2016: o antipetismo continua sendo potência eleitoral interditante, capaz de respingar em todos aqueles que são socialmente tidos como possíveis aliados do PT. Por mais que petistas emperrados neguem, essa realidade é dado tão óbvio quanto a existência do sol. Nada indica que mudará até 2022. Infelizmente, o PT, que fez nascer o melhor Brasil possível, se transformou em espantalho eleitoral que vem ajudando a eleger o canalha do momento. A culpa não é do PT. A semântica lava-jatista venceu. A semântica lava-jatista está fundada em poderosa narrativa de interpretação do Brasil com grande capilaridade no imaginário nacional. Segundo essa narrativa, o principal problema do país é a corrupção, entendo-se “corrupção” como desvio de dinheiro público praticado por agentes políticos. A Lava Jato conseguiu colar a tese do patriomonialismo no PT.

3) Em parte, as candidaturas de esquerda que tiveram destaque nas eleições municipais de 2020 sofreram com associação ao PT, especialmente nos casos de Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos. Com raras exceções, onde polarizou no segundo turno, a esquerda perdeu. Em São Gonçalo, maior cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PT, Dimas Gadelha, ex-secretário de Saúde com bons serviços prestados ao município, foi derrotado por um miliciano vulgar, sujo. Se fosse de qualquer outro partido, Dimas teria vencido, com alguma facilidade. Teve fake news? Teve sim! Assim como teve contra Marília Arraes, em Recife. Assim como teve contra Eduardo Pares, no Rio de Janeiro. As fakes news não colaram em Paes. Colaram em Marília Arraes. Colaram em Dimas Gadelha. Colaram porque o antipetismo é terreno fértil para as fake news. No solo do antipetismo, as fake news frutificam e se tornam árvores de tronco grosso. Diante disso, obviamente, no dia seguinte à eleição, Ciro se afastou do PT, e mandou um recado a Flávio Dino. Daqui pra frente, cada vez mais, antigos aliados farão movimento semelhante. A proximidade com o PT, hoje, só traz prejuízo eleitoral. Questiono o tom do Ciro. Acho que poderia ser mais cuidadoso, criticar o PT sem endossar a semântica lava-jatista, até pra não desagradar o eleitorado progressista que tem carinho pelo PT. Ciro merecia mesmo ser melhor assessorado. Mas o núcleo da avaliação está correto.

4) As eleições de 2020, então, fortaleceram as convicções que Ciro vem formando desde o final de 2018. É necessária uma aliança ampla sem o PT, e, talvez, mesmo sem o PSOL, considerado por muitos como puxadinho petista. Essa aliança ampla iria da centro esquerda (Rede, PSB, PCdoB) à centro direita (DEM, PSD), tendo objetivo de se apresentar aos eleitores como equidistante ao petismo e ao bolsonarismo. Não é operação fácil, pois o DEM, em virtude da agenda econômica, é aliado quase natural do PSDB, que já tem projeto próprio pra 2022, atendendo pelo nome de João Dória. No entanto, nos bastidores, os dados estão rolando. Rodrigo Maia, um dos principais caciques do DEM, está piscando para Ciro Gomes. Em algumas capitais, PDT e DEM já são aliados, como em Fortaleza e em Salvador, que é a cidade, vale lembrar, de ACM Neto, presidente do DEM. Se acho que Ciro Gomes vai conseguir atrair o DEM? Não, não acho. Mas não excluo a possibilidade. Há diversas variáveis aí. Dória conseguirá mesmo se viabilizar? Precisaria se nacionalizar, o que não é algo simples, até pelo perfil dele. Ciro, hoje, tem mais relevância nacional que Dória. Teve 12% dos votos em 2018, o que não é pouco. Penso mesmo que o DEM vai colar em quem achar que tem mais chances de vencer. Cabe à equipe de Ciro Gomes produzir expectativa de vitória. Em política, o rio sempre corre para o mar.

5) O que de melhor pode acontecer para o Brasil é a viabilização desta frente ampla buscada por Ciro Gomes, e, obviamente, sua vitória nas eleições de 2022. Uma aliança com o DEM, com certeza, imporia a Ciro o sacrifício de grande parte do conteúdo progressista de sua agenda econômica. Sim, Ciro subiria a rampa do Planalto com compromissos com o grande capital, em situação semelhante àquela de Lula em 2003. Mas todo governo é sempre objeto de disputas. Apesar de estar nas cordas, é difícil imaginar que o PT não conseguirá eleger bancada importante no Congresso Nacional. O PSOL também tende a crescer. Uma banca progressista numerosa seria capaz de puxar o governo pra esquerda. Nas proporcionais, o antipetismo não é interditante. O PT ainda tem muito a colaborar com o Brasil, mas não do jeito que vem tentando fazer, de forma um tanto quixotesca. Se insistir nas ambições majoritárias, ficará só, e cada vez mais reduzido à condição de espantalho eleitoral. A importância histórica do partido é grande demais para se deixar reduzir à condição de espantalho eleitoral.

6) Os petistas emperrados xingam Ciro, assim como devem estar me xingando se chegaram até aqui. Xingam do mesmo jeito que os brizolistas emperrados xingaram Lula na década de 1990. Quando Brizola morreu, em 2004, Lula não conseguiu permanecer no velório. A militância brizolista vaiou, cantou “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”. Sempre há os emperrados, que tendem a fazer política apenas com afeto. Política também é afeto, mas não pode ser apenas afeto. Carece de ser senso de realidade também, e de urgência histórica.

7) E se o plano Ciro Gomes não der certo? Teremos dois caminhos possíveis: a reeleição de Bolsonaro, que até 2026, entre outras coisas, nomearia quatro ministros do STF. Se isso acontecer, continuará em marcha o processo de fascistização do Estado brasileiro. A outra possibilidade é a vitória de uma direita soft (com Luciano Huck, João Doria, Sérgio Moro) que aprofundaria, com verniz de civilidade e respeito à diversidade, a agenda de Paulo Guedes. Faria com muito mais competência do que o próprio Paulo Guedes.

O que está em jogo é a sobrevivência nacional. Não são tempos normais.

Rodrigo Perez Oliveira, professor de Teoria da História na Universidade Federal da Bahia

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16 comentários

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Caio Alexandre Bezarias

08 de dezembro de 2020 às 04h39

Não sou petista nem fã ou defensor obstinado do partido – inclusive fiquei doze anos sem votar em candidatos do partido.
Porém, é pura arrogância, loucura ou delírio pensar em uma frente de centro-esquerda para derrotar o genocida e a extrema direita em 2022 sem o PT.

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Ana Lúcia Cintra

05 de dezembro de 2020 às 22h17

Prefiro mil vezes Bozonero que Ciro traidor. O outro já sabemos a que veio. Esse Ciro cada hora assume uma cara. Só sem noção mesmo para apoiar um coroné desse. O autor fala muito em rejeição ao PT. Ora, com toda rejeição Haddad foi ao Segundo Turno e o Ciro com toda sua matemática foi para Paris. Será sempre 5%. Os outros incautos que lhe elevaram a porcentagem na casa dos 10% certamente já se enojaram de tal figura. O PT sem fazer nada tem 30%. Prezado jornalista, Ciro pode fazer a conta que quiser, mas você tem a obrigação profissional, ética e moral de conferir essa operação.

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nei george pereira prado

05 de dezembro de 2020 às 20h41

Análise bem feita, Ciro trabalha com o pé na realidade. Não existe tempo para se desfazer desse antipetismo que gruda, até lá 2022 já passou,

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Batista

05 de dezembro de 2020 às 18h32

Narciro faz política como se fosse seriado, há 40 anos, e na sétima temporada, a ‘Progressista-Trabalhista’, além do repaginado mesmo discurso dos tempos da primeira temporada, a ‘Democrática Social’, utilizado para renovação de seguidores em substituição aos que cansaram da série, a cada nova temporada, buscando jovens junto as universidades e os na faixa 40/50 anos junto a classe média, visando nesse caso os ‘independentes nem-nems’ à procura de um candidato para chamarem de seu, resolveu acompanhar à moda e adotar o antilulopetismo.

Mas isso importa tanto quanto importa o cálculo político de Ciro, com o resultado final do seriado sendo sempre o mesmo, 12% de audiência e o fim da temporada sem o capítulo final no segundo turno.

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Humberto

05 de dezembro de 2020 às 07h55

Sinceramente, o PT tem a simpatia de 30 % do eleitorado, então é falta de conhecimento ou arrogância pura do seu CIRO, só vai perder com ataques assim,se acha que centro- direita, centro ou centro-esquerda vão caminhar com ele…..

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Walquer Carneiro

04 de dezembro de 2020 às 22h12

De toda a totalidade da avaliação feita pelo autor do artigo fica claro quem sem os votos do PT e dos votos do Lula os adversários do bolsonaro, seja Lula ou Ciro, não vence o Bolosnaro.

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Werner

04 de dezembro de 2020 às 20h27

“É necessária uma aliança ampla sem o PT, e, talvez, mesmo sem o PSOL”
Senta no colo da direita de uma vez!!

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Luan

04 de dezembro de 2020 às 19h36

37% de Otimo/Bom e 24% de regular apòs uma pandemia…esse Governo jà està reeleito

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Tony

04 de dezembro de 2020 às 19h35

Os partidos podem fazer todos os acordos que querem mas os brasileiros (esquerda a parte da qual nao querem mais ouvir falar) nao se importam minimamente com isso, votam no nome…e hoje nao tem ninguem que possa enfrentar Bolsonaro e tudo indica que nao apareça.

O unico podia ser talvéz o Moro mas nao quer saber disso, politica nao é claramente a praia dele.

Entre a falsa dicotomia PT/Esquerda PSDB (é a mesma merdalha) os brasileiros escolheram a terçeira via em 2018 e continuarao na mesma.

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NeoTupi

04 de dezembro de 2020 às 19h18

Tem cálculo que não fecha, pelas contradições dos argumetos:
1) Se o povo elegeu Paes com folga (atingido pela lava-jato do Rio com Cabral confesso e tudo), isso é indício de que o eleitor lavajatista arrependido pode fazer o mesmo com o PT em 2022.
2) A semântica lavajatista refluiu. Pesquisa Exame idea-big-data já mostra Moro bem atrás de Lula nas intenções de voto para 2022. Até pouco tempo era o contrário em todas as pesquisas. E isso antes do escândalo de Moro ir para os EUA ganhar uma fortuna em circunstâncias polêmicas, o que vai desmoralizar mais ainda a lavajato.
3) Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos não ganharam porque são de esquerda e o eleitorado gaúcho e paulistano ainda são majoritariamente de direita. Se PT nunca tivesse existido teriam perdido do mesmo jeito (a derrota seria até maior). A exploração pelos adversários não foi anti-petista, foi na misogenia, fundamentalismo religioso e anti-movimentos sociais reinvindicatórios. No caso de São Paulo e Recife houve até crimes eleitorais à luz do dia com uso da máquina pública, assim como em Feira de Santana. Dimas Gadelha também nada tem a ver com anti-petismo, tanto que liderou pesquisas muito tempo. Perdeu no olho mecânico por menos de 2% de votos úteis (o que não deixa de ser uma vitória política). O diferencial do adversário foi no discurso da segurança pública, crônico em São Gonçalo. Isso falou mais alto e é quase sempre um ponto fraco para as candidaturas de esquerda. Isso sim merece grande atenção da esquerda para acertar o discurso.
4 e 5) Ok. Cada um com suas escolhas e seus cálculos. O de Ciro é repetir FHC de 1994. Afastar-se da esquerda e ter um vice do DEM, fazendo pacto com o mercado financeiro. Só não reclamem se os petistas disserem: “Eu avisei!” caso Ciro viesse a ganhar com essa “frente ampla”. E quanto a expectativa de poder, se Ciro teve 12%, Haddad teve 45% em 2016.
6) Outro erro de cálculo: o “Lula de 1989” não é o Ciro de hoje, é o Boulos.
7) Em 2022 estaremos há 7 em crise econômica e social grave. Nem a classe média tradicional vota na continuidade com um quadro desses (gasolina alta, carne alta, tarifas altas, plano de saúde alto, tabela do IR congelada, e renda arrochados ou em regressão quando há desemprego/reemprego). Bozo terá enorme dificuldade em se reeleger. Quem melhor encarnar a oposição e mudança arrastará as fichas. Se o eleitor quiser governo experiente votará no candidato do PT que traz recall de bom governo (como o caso de Paes no Rio), se quiser renovação, Boulos é a bola da vez. O PT tem nomes bons de voto além de Lula e Haddad. Rui Costa teve 5 milhões de votos só na Bahia em 2019. Ciro teve 13 milhões no Brasil inteiro. No próprio Ceará, Camilo teve 3,5mi votos e Ciro 2 mihões. É muita presunção achar que 2022 se limta a escolha entre Ciro ou Bozo.

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    José de Souza

    06 de dezembro de 2020 às 10h02

    Ia comentar mas ao me deparar com o NeoTupi vi que ele disse quase tudo o que eu iria comentar.
    O Projeto cirista tem racionalidade, de fato, mas é uma canoa furada, porque falta combinar com os russos. Xingar a esquerda não basta para ganhar a confiança dos lacaios do rentismo. Bozo estárá no segundo turno em 2022. Com quem ele vai disputar, poderá ser uma grande surpresa. Aposto que ciro morre na praia, que nem o Brizola em 1989. Resta saber se ele terá a mesma grandeza do caudilho gaúcho ou se irá novamente para Paris (o que acho mais provável).

    Responder

Kleiton

04 de dezembro de 2020 às 17h14

Pronto, falta só combinar com os brasileiros…kkkkkkkkkk

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Alan C

04 de dezembro de 2020 às 16h36

1) Ciro dificilmente vence uma eleição presidencial. Seria interessante ele estar na chapa, mas com outro cargo, Casa Civil ou Fazenda. Muita coisa pode acontecer até 2022, mas o PDT precisa pensar nisso como uma alternativa se quiser ter chance real de vitória.

2) DEM e PDT aliados é quase impossível. E o PDT precisa pensar nisso tb, ter um plano B.

3) A direita “moderada” é hoje a favorita natural, porém, ela é uma colcha de retalhos e deverá ter a habilidade de se organizar de forma a seduzir o povo, que já está com a tendência natural de ir com ela.

4) A bozolândia só terá alguma chance se ninguém (centro-esquerda, centro-direita e centrão) se organizar, ou seja, a familícia tem que torcer para o que ela própria é, um caos total, uma bagunça generalizada e incompetente. Aliás, nos quesitos incompetência e amadorismo, ela está em primeiríssimo lugar.

5) PT sozinho ou com as alianças costumeiras (PSOL/PCdoB) não tem nenhuma chance.

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Patrice L

04 de dezembro de 2020 às 16h12

Faltou dizer aqui que, no seu cálculo político, Ciro é um alimentador do antipetismo. Entre outras, com o seu “o Lula tá preso, seu babaca!”, com sua fuga pra Paris, com sua recente fake news sobre os números do governo Dilma. Sem falar nas inúmeras e frequentes ofensas tentando subir hashtag negativa com o nome de lulopetismo.

E, Redação, administrar e omitir informação é poder! Nesses últimos dias, tem tido um noticiário um tanto comprometedor para o seu candidato e apoiadores, sendo que um mínimo de isenção requer tocar nisso.

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    Mauro Morro Branco

    05 de dezembro de 2020 às 12h00

    Os irmão Cid e Ciro foram a escrotidão em pessoa nas eleições de 2018. Foram convidados pro casamento, falaram mal da noiva e chamaram as testemunhas de babaca. Nunca vou esquecer ! Ainda por cima vieram com um tal de “voto crítico”.
    Não existe, ou pelo menos não deveria haver, voto crítico. Esse voto crítico que eles inventaram é voto envergonhado e mesmo covarde. Os bolsonaristas fizeram a festa com as palavras do CID à época e foram responsáveis também pela vitória de bolsonaro.
    O que existe e deveria ter existido é o voto consciente, mas o Ciro raivosinho foi pra Paris comemorar a derrota do PT.
    Na próxima eleição se o Ciro for disputar a eleição contra bolsonaro eu voto ciro, ainda que com um certo asco. Isso se chama voto consciente, coisa que os irmãos não fizeram.
    Se eu convidar alguém pra ir na minha casa e ele falar mal da noiva e chamar os convidados de babaca eu boto ele pra fora a pontapés.

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Mateus Nogueira

04 de dezembro de 2020 às 16h12

Texto muito bem posto, cria uma substância forte na justificativa dos caminhos trilhados por Ciro. Porém passa de forma muito simplista sob um fenomeno extremamente pernicioso e grande reponsavel pela mazela política que vivemos, o Antipetismo.
Acho que Ciro e seus apoiadores tem que assumir que pra eles quanto mais antipetismo melhor, seria mais honesto e evitaria ficar nessa lenga lenga

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