Cafezinho das 3: por que as manifestações de domingo floparam?

Pesquisa eleitoral no Rio mostra dificuldades da terceira via

Por Miguel do Rosário

24 de julho de 2021 : 02h11

O Rio de Janeiro tem sido um estado que favorece a terceira via.

No primeiro turno de 2018, Bolsonaro obteve 5,1 milhões de votos no estado, ou 60% do total.

O segundo lugar foi para Ciro Gomes, que obteve 1,30 milhão de votos, 15,2% do total, um pouco acima de Haddad, cuja votação chegou a 1,25 milhão de votos, 14,7% do total. 

Em 2014, a terceira via, representada por Marina Silva, teve um resultado melhor: 2,59 milhões de votos, ou 31,0% dos votos válidos no estado, quase 350 mil votos a mais do que Aécio Neves. Dilma havia obtido 2,97 milhões de votos fluminenses no primeiro turno.

Em 2010, Marina havia obtido 2,69 milhões de votos no estado do Rio, cerca de 770 mil votos a mais do que Serra. 

Para 2022, todavia, as previsões não são boas para nenhum nome da terceira via. Nem mesmo Ciro, que teve um desempenho razoável no Rio em 2018, sobretudo na capital, conseguiu fixar seu nome junto ao eleitorado fluminense. 

Segundo o Instituto Ranking, que realizou pesquisas por telefone com 2 mil eleitores, entre os dias 18 e 22 de julho, Lula tem a liderança das intenções de voto para 2022, com 34,1% dos votos, sendo logo seguido por Bolsonaro, com 31%. 

O terceiro lugar é dividido entre Moro (3,7%), Ciro (3,5%), Huck (2,3%), Datena (2,2%), João dória (2,0%), Eduardo Leite (1,2%), Mandetta (1,2%) e Simone Tebet (1,1%).

 

 

Com 12 milhões de eleitores, ou 8% do total nacional, o estado do Rio de Janeiro é o terceiro maior colégio eleitoral do país. 

Na pesquisa espontânea, aquela onde não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula também lidera, com 21%, seguido de Bolsonaro, com 18%. Moro, Ciro e Doria tem perto de 2%.

 

No cenário de um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista larga na frente, com 42%, 5 pontos a mais que os 37% do presidente. 

 

Bolsonaro tem uma desvantagem em 2022: lidera o ranking de rejeição no estado do Rio. Segundo a pesquisa, 34% dos entrevistados disseram que não votariam em Bolsonaro. Lula, por sua vez, tem 30% de rejeição entre eleitores fluminenses. Ciro, 10%. 

 

A íntegra da pesquisa pode ser baixada aqui.

Outra importante diferença entre o Bolsonaro de 2018 e o de 2022 é que o primeiro, aquele da facada, tinha baixíssima rejeição e era uma novidade.

Bolsonaro hoje tem desaprovação pessoal de 60% junto a eleitores fluminenses,  segundo o mesmo instituto. 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

3 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

cezar

25 de julho de 2021 às 16h05

Eita, Miguel virou marketeiro lulista mesmo, perdeu todo o senso crítico, triste de ver, me dá até um pouco de “vergonha alheia”.

Responder

Marco Vitis

24 de julho de 2021 às 12h50

MIGUEL: sua manchete é tendenciosa, refletindo seu alinhamento com o PT.
O dado mais relevante é o que aparece na pesquisa espontânea: quase METADE dos eleitores NÃO TEM CANDIDATO. Está tudo aberto. Mas você, como bom propagandista, procura uma
aspecto que favorece seu alinhamento partidário. Tudo bem, todos são livres para escolher seu caminho. Mas um jornalista NUNCA pode ser um propagandista partidário. Que feio…

Responder

Valeriana

24 de julho de 2021 às 12h06

Colocaram 847 nomes pra ver se não ficava tão feio pro bozo, rs.

Responder

Deixe um comentário