Em entrevista ao canal Dialogue Works, apresentado por Nima Alkhorshid, o tenente-coronel Anthony Aguilar analisou a recente decisão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de ordenar a Força de Defesa de Israel (IDF) a cessar suas operações no sul do Líbano. A medida ocorre em meio a intensa pressão do Irã.
Aguilar destacou que a situação no Líbano se tornou cada vez mais tensa, com fortes confrontos entre as forças israelenses e o movimento Hezbollah. O analista explicou a importância estratégica da colina Ali Al Taher, um reduto fortificado do Hezbollah, e como a pressão iraniana sobre os Estados Unidos levou a uma trégua temporária.
Segundo Aguilar, a comunicação efetiva entre Israel e os Estados Unidos está comprometida, devido a divergências sobre o memorando de entendimento entre Washington e Teerã. Ele argumentou que o interesse dos EUA é finalizar o acordo para evitar um conflito prolongado, enquanto Israel prefere manter a tensão para avançar em seus objetivos geopolíticos.
O analista também mencionou a falta de um representante diplomático dos EUA em Israel que possa equilibrar os interesses americanos. Com isso, a administração Trump enfrenta a difícil escolha entre apoiar Israel ou priorizar a estabilização das relações com o Irã.
Aguilar enfatizou que o fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã é uma ferramenta poderosa de pressão, capaz de causar danos econômicos significativos aos EUA. Ele concluiu que, para avançar no acordo, os EUA precisam tomar uma posição firme e clara, possivelmente impondo sanções a Israel ou tomando outras medidas para compelir o país a cessar suas operações no Líbano.

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!