Quase metade dos bancos centrais de todo o planeta planeja ampliar suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, estabelecendo um recorde histórico de aposta no metal precioso. A constatação emerge de uma ampla pesquisa realizada entre fevereiro e maio pelo Consejo Mundial del Oro, entidade que reúne as principais mineradoras e especialistas do setor, conforme reportagem do portal RT.
O levantamento ouviu 76 instituições financeiras oficiais e revelou que 45% delas esperam aumentar o volume de ouro em seus cofres, percentual que jamais havia sido alcançado em edições anteriores da mesma sondagem. A cifra reforça uma tendência que ganhou força nos últimos anos: a diversificação de ativos para além dos títulos soberanos de grandes economias ocidentais.
A corrida pelo ouro reflete um cálculo estratégico cada vez mais disseminado entre autoridades monetárias. Em um cenário de tensões geopolíticas persistentes, sanções unilaterais e questionamentos crescentes sobre a dependência excessiva do dólar como ativo de reserva, o metal físico reassume seu papel milenar de proteção contra turbulências sistêmicas.
Os dados do Consejo Mundial del Oro indicam que as compras líquidas de ouro por bancos centrais já vinham batendo marcas expressivas, com mais de mil toneladas adquiridas anualmente em 2022 e 2023. A nova projeção de intenção de compra para o ciclo que se inicia sugere que esse movimento permanece longe do esgotamento.
Nações em busca de maior autonomia monetária, em especial os integrantes do BRICS, têm figurado entre os compradores mais ativos, num contexto de proteção contra os efeitos da inflação global persistente. O ouro, ao contrário de moedas fiduciárias sujeitas a decisões políticas de emissores centrais, oferece uma âncora de valor que independe de qualquer governo.
O resultado da sondagem ganha ainda mais relevância diante do ambiente de juros elevados praticados pelo Federal Reserve nos últimos anos, período em que, teoricamente, o ouro tenderia a perder atratividade por não gerar rendimento. A disposição das instituições em seguir ampliando suas reservas mesmo nesse cenário evidencia que o cálculo vai muito além do custo de oportunidade financeiro de curto prazo.
Com informações de ACTUALIDAD.
Com informações de ACTUALIDAD.


Diego Fernández
21/06/2026
Samara tem razão quando aponta a desigualdade, mas o recado maior dessa corrida ao ouro é outro: o sistema financeiro global tá com medo de si mesmo. Depois de décadas empurrando a tal “credibilidade” com juros altos e dívida externa, agora os próprios bancos centrais não confiam no papel que emitem. Enquanto o Sul Global amarga as receitas do FMI, os países ricos estocam metal. Isso não é acidente, é a prova de que o modelo neoliberal não sustenta nem quem o criou.
Capitão Tavares 🇧🇷
21/06/2026
O mundo inteiro sentindo o cheiro de pólvora e fazendo estoque de ouro. Só os cegos do nosso governo que não enxergam o precipício. Enquanto isso, o Brasil sangra e a bandidagem toma conta. Falta alguém com coragem de virar esse jogo.
Samara Oliveira
21/06/2026
Capitão, o ouro que o mundo acumula é o mesmo que falta na mesa do pobre. Enquanto os bancos centrais se protegem com metal, o Brasil precisa é de pão, moradia e dignidade para quem mais sofre — isso sim desarma a violência. A coragem que falta não é de virar o jogo com discurso de guerra, mas de fazer justiça social com os olhos no Evangelho.