Genial/Quaest: Veja os números da corrida pelo governo da Bahia

Imagem: Reprodução

Jaques afirma que chapa Lula-Alckmin ainda não é consenso no PT

Por Redação

14 de fevereiro de 2022 : 08h41

O senador e pré-candidato ao governo da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA) declarou que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ainda não é consenso dentro do PT para ocupar a vice na chapa presidencial de Lula nas eleições deste ano. Em entrevista ao O Globo, ele foi perguntado se o nome do ex-tucano já foi aceito: “não”.

“Você já viu o PT aquietar? O PT é buliçoso. O nome do Alckmin brotou de um estado importante. É a maior economia do país, a maior população, o maior eleitorado… Lógico que passou pela eventual disputa do governo do estado (em São Paulo), tudo contou”, declara.

“Mas, se você perguntar se está consagrado, não está. Você com certeza vai encontrar gente do PT dizendo: ‘Ele (Lula) não precisa disso, tem popularidade'”, completa.

Jaques também declarou que existe a possibilidade do Centrão compor a base de apoio do eventual governo de Lula no Congresso.

“É possível, quando você tem um projeto que tem uma liderança com o peso do Lula. Ela, por si só, preenche uma lacuna enorme. Em muitos estados, Nordeste, Norte etc, as pessoas querem andar ao lado do Lula, sem ele ter dado nenhuma emenda para elas. Pelo peso da ideia. Ele é uma ideia-força. O Lula tem a política como arma de trabalho. Então, eu acho que é possível. Lógico que tudo vai depender da construção”.

Em outro momento, o congressista aproveitou para criticar a chamada terceira via ao dizer que esse campo alternativo busca ressuscitar a polarização entre PT e PSDB.

“Essa ânsia de terceira via ocorre pelo deslocamento de um dos projetos políticos e a chegada ao poder de alguém que não tem projeto nenhum, só fanatismo e truculência. É uma anomalia que está nos custando caro”.

Por fim, Wagner disse que o PT precisa colocar a sandália da humildade para não cometer erros e antecipar o resultado das eleições.

“Eleição não é peru de Natal, não morre de véspera. Eleição tem que trabalhar até a abertura das urnas. Muita gente em 2018 foi dormir com a faixa e acordou derrotada”, lembra.

“Não brinco com isso, até me preocupo. Vamos botar a sandalinha da humildade. Botar os argumentos na cabeça. Muita gente no PT fala que tem que bater no presidente (Bolsonaro). Por mim, eu nem toco o nome dele. O que ele tem ruim já está consolidado. Eu não sou dos que acham que um acerto ou outro da economia ou programa social vão impulsioná-lo”, finaliza.

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3 comentários

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Fabio Leôncio

14 de fevereiro de 2022 às 15h18

É lamentável se acontecer essa chapa; no Lula/Alkmin pq no Geraldo Alckmin eu não voto não; vou de Ciro Gomes

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Paulo Roberto dos Santos

14 de fevereiro de 2022 às 10h59

Essa é a hora dos famosos 15 segundos de fama, 15 segundos mesmo. O cara que quer aparecer fica falando essas coisa.
Ou se confia no Lula ou não se confia. Alguém duvida depois de tudo que o Lula articulou até agora, ele vai recuar?
É muita gente querendo aparecer.

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Valeriana

14 de fevereiro de 2022 às 10h35

Tanto faz, o que Lula mandar eles fazem e calados.

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