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Imagem: Agência Senado

Senado terá comissão de juristas para revisar Lei do Impeachment

Por Redação

14 de fevereiro de 2022 : 07h56

O Senado vai formar uma comissão de juristas para elaborar um anteprojeto de atualização da Lei do Impeachment (Lei 1.079, de 1950). A criação da comissão foi publicada nesta sexta-feira (11).

O grupo terá 11 membros. Entre eles estão o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que presidiu o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016; e o ex-senador Antonio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que foi o relator daquele processo.

A lista também inclui:

  • Rogério Schietti Cruz, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Fabiano Silveira, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU)
  • Marcus Vinícius Coêlho, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (2013-2015)
  • Heleno Torres e Gregório Assagra de Almeida, juristas
  • Maurício Campos Júnior e Carlos Eduardo Frazão do Amaral, advogados
  • Fabiane Pereira de Oliveira, assessora do STF, e Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eles eram os secretários-gerais, respectivamente, da Presidência do STF e da Mesa do Senado durante o impeachment de 2016

A comissão terá prazo de 180 dias para apresentar o anteprojeto, a contar da sua instalação — que ainda não tem data definida. Ela vai formular o seu próprio regulamento, que deverá prever a participação da sociedade civil na elaboração do texto.

Os membros não serão remunerados, mas o Senado vai custear as despesas logísticas de funcionamento da comissão, como transporte e hospedagem.

A Lei do Impeachment foi promulgada sob a vigência da Constituição Federal de 1946, e não foi inteiramente recepcionada pela Constituição de 1988. Esse é o principal argumento para a necessidade de uma revisão, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

“Os problemas da lei já foram apontados em diversas ocasiões pela doutrina e jurisprudência como fonte de instabilidade institucional, demandando assim sua completa revisão”, justifica Pacheco no ato.

Dois presidentes do Brasil já passaram por processo de impeachment com base na lei: Fernando Collor, em 1992, e Dilma Rousseff, em 2016. Ambos perderam o cargo. Outros dois presidentes, Carlos Luz e Café Filho, sofreram impeachments durante a vigência da lei (ambos em 1955), mas ela não foi aplicada nos casos deles porque o Congresso entendeu que era necessário um julgamento sumário.

Fonte: Agência Senado

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2 comentários

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Paulo

14 de fevereiro de 2022 às 21h46

Não conheço a maioria, mas a presença do “adevogado” do STF é desaconselhável…Ele não tem nem conhecimento jurídico , nem isenção suficiente para apreciar a matéria…

Responder

    Paulo

    14 de fevereiro de 2022 às 21h47

    Ah sim, e a do cachorrinho do Aécio também o é…Parece que a coisa já começou mal…

    Responder

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