Artigo: União Brasil, o puxadinho do bolsonarismo no Ceará

Imagem: Divulgação / ALCE

Por Acrisio Sena

A filiação do deputado federal Capitão Wagner ao União Brasil causou repercussão no meio político cearense. O parlamentar chega com a missão de comandar o partido, que através de arranjos comuns nos períodos que antecedem as eleições, já é o maior do país.

Mas o que chamou atenção na coletiva realizada nesta quarta-feira (16/03) foi a declaração do deputado de que a sigla terá um “palanque amplo nas eleições de 2022”.

Não precisa ter memória prodigiosa para lembrar que o pré-candidato ao governo comandou a campanha de Bolsonaro em 2018 no Ceará, recebeu apoio do presidente nas eleições municipais de 2020 e, mais recentemente, acompanhou Bolsonaro nas visitas ao estado.

Wagner também fez elogios à gestão presidencial, definindo-a como de “grande estadista”, mesmo diante do caos político, econômico e social no qual se encontra o país. Diante de tais fatos e declarações, difícil será dizer para o eleitorado que o União Brasil não será um puxadinho das mais diferentes vertentes do bolsonarismo.

Para o campo democrático, essa movimentação serve de alerta para que PT, PDT e demais partidos da aliança democrática e popular que compõe o governo Camilo sentem para dialogar sobre as estratégias de campanha, plano de governo e mobilização da base de apoio.

É hora de chamar as forças progressistas à responsabilidade para o grave momento que se aproxima. A disputa não será fácil – como algumas lideranças chegaram a defender. É preciso agir, ganhar as ruas, mobilizar as entidades da sociedade civil comprometidas com a democracia. O povo brasileiro não pode continuar sendo vítima de tamanho retrocesso.

Acrísio Sena é deputado estadual (PT-CE) e presidente da Comissão de Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do Ceará.

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