Presidente da Turquia apoia ingresso da Ucrânia à OTAN

Foto: Murat Cetinmuhurdar/Reuters

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se encontraram na noite desta sexta-feira (7) em meio a um movimento de pressão do líder russo para entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

“Não existem dúvidas de que a Ucrânia merece aderir à OTAN. Queria enfatizar mais uma vez um ponto que sempre defendi: não existe um perdedor numa paz justa. Apesar das diferenças entre ambas as partes, é o nosso desejo mais sincero regressar à busca pela paz o mais cedo possível”, afirmou Erdogan em coletiva de imprensa após a conversa com o colega ucraniano.

Para ele, ambos os países são os que mais se esforçam para “acabar a guerra com negociações baseadas na lei internacional”, reiterando a posição da Turquia em busca do fim do conflito por meios acordados.

“Apesar do que aconteceu, a amizade entre a Turquia e a Ucrânia cresceu mais forte em todos os aspetos. Na guerra, que já tem 500 dias, o povo ucraniano está a defender a sua integridade territorial e a independência do seu país”, continuou o líder.

Zelensky e Erdogan se encontram pela primeira vez desde agosto de 2022 em Lviv, cidade ucraniana. Desta vez, a conversa aconteceu na Mansão Vahdettin, em Istambul, na Turquia.

A Ucrânia demonstra desejo de aderir à OTAN desde setembro de 2022, já em período de guerra com a Rússia – foi esse o principal motivo para que o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, negasse o pedido de Zelensky. O presidente ucraniano informou a expectativa de receber um convite para ingressar no bloco na próxima semana, durante a cúpula em Vilnius, na Lituânia, ainda que o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, tenha negado a possibilidade.

O encontro foi marcado apenas pela pressão da Ucrânia com os pedidos de ingresso ao grupo quando o conflito armado chegar ao fim. Stoltenberg acredita que a cúpula sirva para aproximar os países da aliança contra a ameaça russa à Europa após as invasões no território ucraniano.

Letícia Souza:
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