O líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), concedeu uma entrevista ao Brasil 247 na qual defendeu veementemente a posição do presidente Lula (PT) em relação ao conflito entre Israel e os palestinos, que ganhou novos contornos a partir do último sábado, quando o grupo Hamas lançou um ataque TERRORISTA no território israelense, desencadeando uma resposta brutal e indiscriminada de Israel na Faixa de Gaza.
Além disso, o senador mencionou o conflito entre Rússia e Ucrânia e expressou preocupação com a crescente irracionalidade que parece estar permeando o cenário global.
Jaques destacou que “estamos caminhando para uma esquina civilizatória da irracionalidade” e disse que, em sua opinião, o desenvolvimento, e não a violência armada, é o que pode verdadeiramente pôr fim a conflitos como esse. Ele também criticou a exploração política do conflito em debates no Brasil, nos quais tentam simplificar de forma excessiva a questão palestina em termos maniqueístas.
O senador resumiu sua posição dizendo: “sou a favor da paz e contra a guerra”, sublinhando a importância de buscar soluções pacíficas e sustentáveis para os conflitos internacionais, ao invés de recorrer à violência como primeira opção.
“Para mim essa [defesa do Estado da Palestina e de Israel] é a posição clássica de diplomacia e do presidente Lula, particularmente. Nós queremos ser mediadores onde for possível. São vários diplomatas brasileiros que já morreram em missão de diplomacia para construir acordo. A nossa diplomacia tem esse poder. Oswaldo Aranha estava à frente da ONU quando foi proclamada a aprovação do Estado de Israel”, lembrou.
“Então do mesmo jeito que ele [Lula] condenou a invasão da Ucrânia mas disse que não era a favor de bloqueio, que precisava voltar para a mesa de negociação, mesmo condenando quem invadiu, a condenação é de quem puxou a arma – no caso o Hamas -, agora é óbvio que lá tem um barril de pólvora. Então ou vai sentar para equacionar, ou nós vamos continuar nisso. Vai perder quem? Todo mundo”, prosseguiu.
“Então a posição do Brasil vai continuar sendo essa – até porque aqui convivem palestinos, judeus, árabes. Agora, não dá para desconhecer a dor de cada lado. Tem dor de civis que morreram aqui, e já tem dor de civis também que morreram no lado de lá. Eu não sou primeiro-ministro de Israel, eu não teria esse tipo de reação. Essa reação não resolve nada. É puxar a arma daqui e puxar a arma de lá. Quem atirou em civis em Israel foi o Hamas, não é o Estado palestino, não é a autoridade palestina. Eu poderia chamar, como o presidente chamou, de ‘terrorismo’. Então é um grupo à margem da lei. O Estado de Israel é um Estado”, completou.