Os corredores de Brasília, embora esvaziados por conta do feriado prolongado, dão conta de que cabeças de assessores vão rolar lá na liderança da oposição ao governo. O motivo seria um requerimento (REQ 3499/2023) protocolado em repúdio à violência do Hamas, mas que também repudia a violência perpetrada pelo Estado de Israel contra civis palestinos.
O requerimento de “Moção que repudia a violência do Hamas e do Estado de Israel, que resultou na morte de centenas de civis israelenses e palestinos, bem como o recrudescimento dos conflitos na região, ao passo em que insta as Partes e a comunidade internacional a buscarem a paz”, gerou discórdia e confusão na esvaziada Câmara.
Bibo Nunes (PL), vice-líder da bancada do PL na Câmara dos Deputados, teria promovido uma verdadeira gritaria afirmando que ninguém teria contado para ele que o requerimento em questão também repudiava a violência por parte de Israel.
Um fato curioso: Bibo tem uma equipe de assessores reduzida sob a alegação de que assim estaria economizando recursos públicos. No entanto, ele é o mesmo parlamentar que ainda em 2021 alugava uma BMW com recursos públicos e que, questionado sobre tal fato, afirmou: “Meu padrão de vida é esse”.
Depois do episódio, uma reunião de líderes foi convocada e ocorreu num clima bem tenso. Segundo fontes na reunião, os ânimos estariam “bem exaltados”. Além disso, parlamentares da oposição estariam tentando aproveitar a casa vazia para mobilizar uma obstrução como uma espécie de demonstração de força, tão eficiente quanto convocar uma greve durante um feriado nacional.