BRICS expande sua influência com a adesão de cinco novos membros

GIANLUIGI GUERCIA/Pool via REUTERS

No primeiro dia de 2024, o grupo BRICS, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou a entrada de cinco novos membros: Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Egito.

Segundo informações do jornal O Globo, essa expansão estratégica eleva o bloco de países emergentes a representar agora 27% do Produto Interno Bruto (PIB) global e abrigar 43% da população mundial.

A Argentina, que anteriormente havia recebido um convite para integrar o grupo BRICS, recusou-o no final de dezembro, citando divergências ideológicas.

O presidente argentino, Javier Milei, durante a campanha eleitoral, deixou claro seu distanciamento das políticas consideradas “comunistas” e da agenda da China, justificando a decisão.

A inclusão da Argentina no BRICS havia sido discutida e acordada durante uma cúpula realizada em Joanesburgo no final de agosto do ano passado.

Na mesma ocasião, também foi considerada a adesão de importantes atores do setor de petróleo e gás, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Irã.

O BRICS tem se destacado por desempenhar um papel mais antagônico em relação à hegemonia dos Estados Unidos. A busca pela desdolarização da economia global tornou-se uma agenda central, especialmente em meio às tensões comerciais entre Pequim e Washington.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido um dos defensores dessa mudança, visto que a desdolarização é vista como uma estratégia para reduzir os custos de transação nas relações comerciais, principalmente com a China, o principal parceiro comercial do Brasil.

Além disso, ela fortalece a capacidade de negociação de países como o Brasil e a Índia. A ascensão do yuan como moeda predominante nas transações do BRICS parece mais provável, dada a aceitação internacional que a moeda chinesa tem conquistado desde 2016.

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