Já é o terceiro grande banco dos EUA a desistir, agora que empresas recuam em promessas com Donald Trump retornando a presidência dos EUA
O Citigroup anunciou nesta terça-feira (31) que está deixando a maior aliança climática do mundo para bancos, o que é o mais recente sinal de que o setor corporativo dos EUA pode recuar de metas climáticas durante o segundo mandato de Donald Trump como presidente dos EUA.
O Citi é o terceiro grande banco dos EUA a sair da Net-Zero Banking Alliance neste mês, seguindo Goldman Sachs e Wells Fargo.
O compromisso climático apoiado pela ONU, que o Citi ajudou a lançar em 2021, foi saudado como um grande passo para reduzir o aquecimento global ao limitar investimentos e empréstimos para indústrias que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa.
Em uma declaração, o Citi afirmou que continua comprometido com suas metas climáticas, apesar de deixar a aliança, e planeja redirecionar seus esforços para fornecer capital a mercados emergentes a fim de apoiar iniciativas climáticas nesses países.
“Continuaremos a trabalhar com nossos clientes em suas transições para uma economia de baixo carbono, enquanto ajudamos a garantir a segurança energética”, disse o banco.
No entanto, os bancos dos EUA e outras grandes empresas têm enfrentado uma pressão crescente de legisladores republicanos para se distanciarem de compromissos que exigiriam que os bancos reduzissem empréstimos para a indústria de petróleo e gás ou outros produtores de energia tradicionais.
Essa pressão aumentou após a vitória presidencial de Trump.
Em novembro, estados liderados por republicanos entraram com uma ação federal antitruste contra BlackRock, State Street e Vanguard, acusando os três maiores gestores de fundos de índice dos EUA de usarem seu poder de investimento para restringir suprimentos em busca de metas de emissões líquidas zero de carbono.