Israel aprova ocupação total da Faixa de Gaza e quer violar a Convenção de Genebra

O gabinete de segurança israelense autorizou na quinta-feira (7) o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ocupação absoluta da Faixa de Gaza. O projeto, entretanto, é vago e ainda se sabe pouco sobre as consequências reais de sua execução.

Dividido em diversas etapas, o plano inicialmente consiste na retirada dos cerca de 900 mil palestinos que vivem na Cidade de Gaza, violando o artigo 49 da quarta Convenção de Genebra: “É proibido o deslocamento forçado de pessoas protegidas de uma área ocupada, a menos que a segurança da população ou razões militares imperativas assim o exijam.”

Depois, viria a ocupação militar absoluta da cidade de Gaza sob a prerrogativa de levar o Hamas à mesa de negociações, favorecendo Israel. Existe também a possibilidade de anexar de forma permanente a zona tampão que Israel mantém junto à cerca da fronteira da Faixa, chamada de “perímetro”.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, já fez discursos apoiando a construção de assentamentos na Faixa após a completa limpeza étnica dos palestinos, criando uma “Gaza judaica”. Miroslav Jenca, subsecretário-geral da ONU, afirmou no Conselho de Segurança que a ocupação total de Gaza pelas forças de Israel terá “consequências catastróficas”.


Lucas Allabi: Jornalista formado pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab
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