Aprovação de Lula cai as vésperas da eleição e liga sinal vermelho no Planalto

REPRODUÇÃO

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou e atingiu 46,6%, enquanto a desaprovação chegou a 51,5%, segundo pesquisa nacional divulgada nesta terça-feira (25) pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 24 de fevereiro de 2026, com 4.986 entrevistados em todo o país, margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07600/2026.

De acordo com os dados, 1,8% dos entrevistados disseram não saber avaliar o desempenho do presidente. A pesquisa indica um cenário em que a avaliação negativa supera numericamente a positiva dentro do intervalo estatístico considerado.

Avaliação do governo

No detalhamento da percepção sobre a gestão federal, 48,4% classificam o governo como “ruim” ou “péssimo”, enquanto 42,7% o consideram “ótimo” ou “bom”. Outros 8,9% avaliam a administração como “regular”. Quando somados, os que classificam o governo como “ótimo”, “bom” ou “regular” totalizam 51,6%, indicando que mais da metade dos entrevistados não atribui avaliação negativa direta à gestão.

O levantamento sinaliza variações na percepção pública em relação ao desempenho do governo federal, em um momento de intensificação das articulações políticas e de preparação para o ciclo eleitoral de 2026.

Rejeição de possíveis candidatos

A pesquisa também mediu o índice de rejeição de lideranças políticas com potencial candidatura à Presidência da República. Segundo os resultados, 48,2% afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. O senador Flávio Bolsonaro aparece com 46,4% de rejeição, seguido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com 44,2%.

Na sequência, Renan Santos registra 43,7% de rejeição, Nikolas Ferreira 42,2% e Michelle Bolsonaro 40,8%. Entre governadores e outras lideranças testadas, Eduardo Leite soma 38,3%, Ronaldo Caiado 36,6%, Romeu Zema 36,4% e Ratinho Jr. 35,7%. Tarcísio de Freitas aparece com 35,5%, Ciro Gomes com 34,4% e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 33,8%.

Apenas 2,3% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados na lista.

Contexto político

Os resultados surgem em um cenário pré-eleitoral ainda em formação, com partidos testando nomes e estratégias para a disputa presidencial. Pesquisas desse tipo são utilizadas por lideranças políticas e equipes de campanha para avaliar tendências de opinião pública, níveis de aprovação e potencial eleitoral de possíveis candidatos.

Embora não determinem resultados futuros, levantamentos de opinião costumam influenciar decisões internas de partidos, negociações de alianças e definição de candidaturas, especialmente quando indicam equilíbrio ou variações relevantes entre diferentes atores políticos.

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