Al jazeera denuncia destruição de escolas e hospitais no Irã por ataques dos EUA

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A escalada de ataques a alvos civis essenciais expõe a brutalidade de uma guerra que segue invisível para grande parte da imprensa ocidental.

A rede Al Jazeera documentou a destruição em massa de infraestrutura civil essencial no Irã, alegadamente por ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel. Os números são um retrato da estratégia de guerra.

Segundo a emissora, com base em dados do Crescente Vermelho iraniano, mais de 760 escolas foram atingidas. O Ministério da Saúde local contabiliza mais de 350 centros de saúde danificados desde o início do conflito.

A reportagem mostra que a ofensiva se expandiu nas últimas semanas, mirando deliberadamente áreas residenciais, mercados e estabelecimentos de saúde. Um ataque conjunto no último fim de semana no sul de Teerã é um exemplo brutal.

A investida destruiu completamente um mercado local. Do outro lado da rua, a onda de choque da explosão causou danos extensos ao Hospital Deir al-Ramsina, um centro que atende principalmente pacientes com condições de saúde mental.

A administração do hospital relatou à Al Jazeera a impossibilidade de continuar os cuidados. “A maioria dos nossos pacientes tem condições de saúde mental, e um ambiente calmo é essencial para o seu cuidado”, disse um responsável.

Dentro do prédio, a destruição é evidente. Estilhaços da explosão invadiram quartos do andar térreo, tornando o local inoperante. O ataque aniquilou não apenas um ponto comercial, mas também um refúgio de tratamento para os mais vulneráveis.

A escala dos danos a escolas e hospitais, alvos explicitamente protegidos pelo direito internacional humanitário, configura um padrão de ataques que especialistas classificam como crimes de guerra.

A cobertura da Al Jazeera joga luz sobre uma frente de conflito muitas vezes ofuscada, revelando o custo humano de uma guerra de destruição de infraestrutura.

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