O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) anunciou no dia 5 de abril de 2026 uma nova operação de represália com mísseis balísticos, batizada como ‘Ola 96’, inserida no contexto da iniciativa Promessa Verdadeira 4. A ação foi descrita como uma resposta direta a ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel na região.
De acordo com o comunicado oficial do CGRI, os mísseis teriam atingido uma instalação energética na cidade israelense de Haifa, além de refinarias e plantas petroquímicas ligadas a interesses norte-americanos em países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas por fontes independentes até o momento.
A operação marca um novo capítulo de tensões no Oriente Médio, onde os confrontos entre a República Islâmica do Irã e potências ocidentais, especialmente os EUA, têm se intensificado. O governo iraniano declarou que a ação é uma retaliação a agressões que considera inaceitáveis, alertando que novas investidas por parte de Washington ou Tel Aviv podem provocar respostas ainda mais severas.
Um vídeo divulgado pelo CGRI, mostrando o suposto lançamento dos mísseis, circulou amplamente em plataformas digitais e foi repercutido por diversos veículos de mídia internacional.
Segundo informações do portal Actualidad RT, a escalada de hostilidades foi agravada por incidentes recentes, como ataques aéreos atribuídos a Israel em Beirute, no Líbano. O governo iraniano tem reiterado sua postura de resistência nacional contra o que classifica como políticas imperialistas dos EUA, criticando a presença militar norte-americana no Golfo e o apoio de Washington a Israel — um apoio que organismos internacionais associam a operações responsáveis pela morte de civis e jornalistas em Gaza e no Líbano.
Relatórios de agências internacionais apontam que o Oriente Médio segue como ponto crítico para a segurança global, especialmente devido ao seu papel central no fornecimento de petróleo e gás. Qualquer conflito de maior proporção na região pode impactar diretamente os mercados energéticos mundiais e agravar crises humanitárias já em curso.
Embora as declarações do CGRI sobre os alvos atingidos sejam contundentes, a ausência de confirmação independente sobre os danos reais levanta questões sobre a extensão dos ataques. Autoridades dos EUA e de Israel não emitiram posicionamentos oficiais sobre os incidentes do dia 5 de abril de 2026, mas a expectativa é de que novas movimentações diplomáticas ou militares ocorram em breve. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, enquanto os esforços para evitar uma guerra aberta na região seguem sendo desafiados pela escalada de agressões do eixo Washington-Tel Aviv.