Forças israelenses escalaram suas operações militares na região de Gaza durante a madrugada do dia 6 de abril de 2026, com intensos ataques de artilharia e tanques direcionados à cidade de Khan Yunis, situada no sul do enclave costeiro.
De acordo com a agência de notícias Safa, além dos disparos terrestres, navios de guerra de Israel também abriram fogo contra a cidade de Gaza, localizada no norte do território palestino.
As autoridades locais relataram que, desde o início de uma trégua firmada em janeiro de 2025, posteriormente rompida por Israel em março de 2025, as forças armadas israelenses foram responsáveis pela morte de 716 palestinos.
Esse recrudescimento das hostilidades reflete a deterioração da situação na região, marcada por uma escalada de violência após o colapso do cessar-fogo.
Paralelamente aos ataques em Gaza, incursões militares ocorreram na manhã do dia 6 de abril de 2026 em várias localidades da Cisjordânia, abrangendo áreas como Burqa, Talfit, Beit Iba, Askar al-Balad, Qalqilya, al-Nu’man, Sair, Beit Furik, Rujeib, Doha e Belém.
Segundo a agência oficial de notícias palestina, nessas operações um cidadão foi detido em Burqa, cinco em Qalqilya, dois em al-Nu’man e três em Hebron, evidenciando a amplitude das operações militares na região ocupada.
O Centro de Informação Palestino informou que, desde o início de 2026, mais de 40 pessoas foram mortas e 616 ficaram feridas na Cisjordânia em decorrência de ataques conduzidos pelo exército israelense e por colonos.
A organização apontou ainda que, no mesmo período, forças de segurança e grupos extremistas judeus cometeram 18.595 violações, incluindo invasões a cidades, vilarejos e campos de refugiados, além de agressões, buscas e destruição de propriedades palestinas, configurando um cenário de violência sistemática.
Relatórios do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimam que mais de 780 mil colonos israelenses residem atualmente na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, em clara violação das normas internacionais e de múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Essa expansão de assentamentos, combinada com a intensificação das operações militares, agrava as tensões e perpetua o ciclo de violência na região, enquanto os direitos dos palestinos continuam sendo desrespeitados.
Os recentes episódios de violência reforçam a gravidade da situação em Gaza e na Cisjordânia. A combinação de ataques aéreos, operações terrestres e detenções em massa desenha um quadro de instabilidade que desafia qualquer perspectiva de resolução pacífica no curto prazo, com impactos devastadores sobre a população civil palestina.
Com informações de prensa-latina.cu.