A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou medidas rigorosas para a circulação de bicicletas elétricas e outros ciclomotores na cidade, em resposta a um acidente trágico que vitimou Emanoelle Farias e seu filho, Francisco Farias Antunes.
O incidente ocorreu na Rua Conde de Bonfim, no bairro da Tijuca, quando ambos foram atropelados por um ônibus, levantando debates sobre a segurança no uso desses veículos.
As novas regras, publicadas no Diário Oficial no dia 6 de abril de 2026, determinam que bicicletas elétricas e ciclomotores estão proibidos de circular em vias com velocidade máxima acima de 60 km/h.
Nas ruas onde o limite é de até 40 km/h, a circulação será permitida apenas na pista de rolamento, pelo lado direito e no sentido da via.
Além disso, esses veículos não poderão ser utilizados em parques públicos, e sua condução está vetada a menores de 18 anos. O uso de capacete passa a ser obrigatório para todos os condutores, sem exceções.
O secretário municipal de Transportes, Eduardo Cavaliere, enfatizou a urgência de organizar o uso crescente de equipamentos de micromobilidade para proteger a vida dos cidadãos.
Ele destacou que a popularização das bicicletas elétricas exige normas claras para evitar novas tragédias. Dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas apontam que o número de unidades saltou de 7,6 mil em 2016 para 284 mil em 2024, evidenciando a expansão acelerada desse meio de transporte, conforme noticiado por reportagem do G1.
O acidente que motivou a regulamentação ainda está sob apuração pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pelas autoridades revelaram contradições no depoimento do motorista do ônibus, que afirmou que a bicicleta teria sido fechada por um carro preto antes da colisão. As gravações não confirmam essa versão, o que intensifica as dúvidas sobre as circunstâncias do ocorrido.
Emanoelle Farias morreu no local do impacto, enquanto Francisco, seu filho, foi levado ao hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos graves.
O prefeito Eduardo Paes manifestou solidariedade à família das vítimas e reforçou o compromisso da administração municipal em revisar as políticas de mobilidade urbana.
A implementação das novas restrições busca equilibrar a adoção de meios alternativos de transporte com a segurança de pedestres e condutores. A fiscalização das regras será intensificada com agentes de trânsito orientando os usuários e aplicando penalidades em caso de descumprimento.
A medida também abre espaço para discussões sobre a infraestrutura viária da cidade, que muitas vezes não acompanha o ritmo de adoção de novas tecnologias de locomoção.
Especialistas em mobilidade urbana apontam que o Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na integração de diferentes modais de transporte.
A regulamentação das bicicletas elétricas é vista como um passo inicial, mas insuficiente se não for acompanhada por investimentos em ciclovias e campanhas educativas. Enquanto isso, a população acompanha as investigações do acidente na Tijuca, esperando que as responsabilidades sejam devidamente apuradas e que medidas preventivas sejam efetivamente aplicadas para evitar que outras famílias passem por perdas irreparáveis.
Com informações de metropoles.com.


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