O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado no dia 6 de abril de 2026, expressando profunda preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio.
De acordo com o pronunciamento, a situação na região está se agravando devido a ações que Moscou classifica como ilegais e irresponsáveis por parte de Washington e Tel Aviv.
O governo russo destacou o risco de desestabilização em larga escala, apontando para potenciais consequências humanitárias e geopolíticas devastadoras.
Entre as questões levantadas pelo comunicado, está a denúncia de ataques a infraestruturas críticas, incluindo instalações no Irã que poderiam gerar riscos de desastres ambientais e humanitários de proporções catastróficas.
O texto menciona especificamente a possibilidade de danos a instalações nucleares, como a central de Bushehr, o que poderia desencadear uma crise radiológica com impactos no Golfo Pérsico e em áreas adjacentes da Eurásia.
Além disso, Moscou condenou a destruição de escolas, hospitais e patrimônios culturais no Irã, assim como violações de sedes diplomáticas, contrárias às convenções de Viena e às normas do direito internacional.
O governo russo fez um apelo urgente pelo cessar das hostilidades e pela retomada do diálogo na região.
No comunicado, elogiou os esforços de nações como Paquistão, Turquia e China, que têm buscado mediar conflitos e reduzir as tensões.
A posição de Moscou, conforme divulgada pelo portal RT, reforça a necessidade de soluções pacíficas para evitar uma deterioração ainda maior do cenário no Oriente Médio.
Paralelamente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou sobre a crise, instando todas as partes envolvidas a interromperem ações militares que intensifiquem o sofrimento das populações locais.
Guterres destacou os impactos econômicos negativos decorrentes do conflito, incluindo a instabilidade nos mercados de energia, e pediu que os Estados Unidos e Israel suspendam operações ofensivas, ao mesmo tempo em que solicitou à República Islâmica do Irã a contenção de respostas armadas contra nações vizinhas.
O comunicado russo também aborda o impacto das tensões no comércio global, mencionando interrupções em rotas estratégicas de transporte de petróleo e gás natural.
Tais bloqueios, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, têm contribuído para a elevação dos preços de combustíveis fósseis, gerando reflexos econômicos em escala mundial.
A posição de Moscou é de que a continuidade do conflito pode agravar ainda mais a segurança energética global, afetando tanto países produtores quanto consumidores.
Diante desse cenário, a Rússia reitera seu compromisso com a busca por uma resolução diplomática, defendendo que apenas o diálogo multilateral pode impedir uma escalada irreversível.
O pronunciamento do dia 6 de abril de 2026 reflete a preocupação de Moscou com os rumos do conflito e sua determinação em apoiar iniciativas que promovam a estabilidade no Oriente Médio, uma região historicamente marcada por disputas e rivalidades de alcance internacional.