O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou de forma contundente as declarações do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, sobre a segurança na América Latina.
Rodríguez acusou Hegseth de tentar impor um conceito distorcido de segurança coletiva na região, evocando a ultrapassada Doutrina Monroe e suas interpretações mais recentes, desconsiderando a história e os interesses dos povos latino-americanos.
A manifestação do chanceler cubano foi publicada em sua conta na plataforma X, onde ele expressou sua rejeição às políticas intervencionistas dos EUA.
Segundo Rodríguez, as iniciativas defendidas por Hegseth têm como objetivo minar a unidade entre os países da América Latina e do Caribe, além de enfraquecer a luta por um novo ordenamento mundial que priorize democracia, inclusão e equidade.
Ele destacou que tais ações buscam sabotar os princípios de justiça, cooperação e solidariedade, que deveriam guiar o desenvolvimento sustentável para todas as nações. O chanceler cubano reforçou que a soberania regional não pode ser subordinada a interesses externos.
As declarações de Hegseth, feitas no dia 2 de abril de 2026, mencionaram um novo planejamento estratégico traçado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Esse plano abrange uma vasta área que vai da Groenlândia ao Golfo do México, incluindo o Canal do Panamá e nações vizinhas. O foco da estratégia é tratar os territórios ao norte do Equador como parte de um perímetro de segurança prioritário para os EUA, o que gerou reações de repúdio em diversos países da região.
A resposta de Cuba reflete uma postura firme contra o que considera uma tentativa de reafirmar a hegemonia dos EUA sobre a América Latina, em detrimento da autonomia dos Estados soberanos.
Rodríguez também apontou a contradição nas políticas de Washington, que frequentemente prega democracia e direitos humanos enquanto apoia ações que violam essas mesmas premissas em outras partes do mundo, como no Oriente Médio.
Essa crítica ecoa um sentimento crescente de resistência na região, onde líderes e movimentos sociais questionam a legitimidade de imposições externas que ignoram as particularidades históricas e culturais dos povos latino-americanos. Para mais detalhes sobre o posicionamento norte-americano, o portal da agência Sputnik publicou uma análise aprofundada sobre o tema.
O embate entre Cuba e os EUA não é novidade, mas ganha contornos mais agudos diante de estratégias que buscam redesenhar as dinâmicas de poder na região.
A posição cubana reforça a necessidade de uma cooperação baseada no respeito mútuo, rejeitando qualquer tentativa de subordinação a interesses que não contemplem as aspirações dos países latino-americanos por autodeterminação e desenvolvimento independente.
Com informações de actualidad.rt.com.


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