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Lula defende reforma do Conselho de Segurança da ONU em reunião com Zelensky após cúpula do G7

5 Comentários🗣️🔥 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta-feira em Évian-les-Bains, na França, logo após a conclusão da cúpula do G7. O encontro bilateral durou cerca de 50 minutos e aconteceu no mesmo hotel que sediou as reuniões do bloco, marcando a retomada do diálogo […]

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O presidente Lula e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se cumprimentam em reunião em Évian-les-Bains, França. (Foto
O presidente Lula e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se cumprimentam em reunião em Évian-les-Bains, França. (Foto: www.metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta-feira em Évian-les-Bains, na França, logo após a conclusão da cúpula do G7. O encontro bilateral durou cerca de 50 minutos e aconteceu no mesmo hotel que sediou as reuniões do bloco, marcando a retomada do diálogo direto entre os dois líderes.

Lula reforçou a Zelensky a posição de que o Conselho de Segurança da ONU precisa atuar de forma mais efetiva para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia. O presidente brasileiro também colocou o Brasil à disposição como mediador diplomático, reafirmando a tradicional vocação do país para a construção de pontes em crises internacionais.

O chanceler do Brasil, Mauro Vieira, participou da reunião, como mostrou o vídeo publicado por Zelensky em suas redes sociais logo após o encontro. O presidente ucraniano classificou a conversa como produtiva e revelou que ficaram acertados novos contatos para tratar do fim da guerra. “O presidente compartilhou suas ideias sobre possíveis caminhos diplomáticos”, escreveu Zelensky, acrescentando que informou Lula sobre as percepções da sociedade russa em relação ao conflito.

A iniciativa da reunião partiu do lado ucraniano, conforme apurou o portal Metrópoles. O pedido foi encaminhado ao governo brasileiro por meio da embaixada da Ucrânia em Brasília, indicando o interesse de Kiev em ampliar os canais de diálogo com o Brasil, um dos principais articuladores do Sul Global.

Na véspera do encontro presidencial, o chanceler Mauro Vieira já havia se reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sibyha, também às margens da cúpula do G7. A sequência de conversas sinaliza uma intensificação dos esforços diplomáticos brasileiros em torno do conflito, que já se arrasta desde 2022.

Além da reunião com Zelensky, Lula também teve um encontro bilateral com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, na mesma quarta-feira. O presidente egípcio é um ator relevante no tabuleiro geopolítico, especialmente em relação à crise humanitária em Gaza, o que amplia o escopo da atuação diplomática brasileira no cenário internacional.

O último encontro entre Lula e Zelensky havia ocorrido em setembro de 2025, durante a Assembleia-Geral da ONU em Nova York. Na cúpula do G7 daquele ano, realizada no Canadá, o presidente ucraniano chegou a pedir uma conversa formal com Lula, mas o encontro não se concretizou — o que torna a reunião de agora um gesto político significativo.

A insistência brasileira na reforma do Conselho de Segurança da ONU não é nova, mas ganha contornos específicos no contexto da guerra no leste europeu. Brasília argumenta que o órgão, congelado na estrutura de poder de 1945, não tem representatividade nem agilidade para mediar conflitos contemporâneos. A entrada do Brasil como membro permanente, ao lado de Índia, África do Sul e outros países, é uma bandeira histórica da diplomacia nacional.

A reunião com Zelensky também ocorre em um momento de reconfiguração das alianças globais, com o BRICS ampliado ganhando peso e os países do Sul Global exigindo protagonismo nas decisões sobre paz e segurança. O Brasil, sob Lula, busca consolidar-se como interlocutor capaz de dialogar com todos os lados, sem aderir a blocos militares ou sanções unilaterais.

Com informações de Metrópoles.

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Comentários

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Adriana Silva

18/06/2026

Lula e Zelensky juntos defendendo reforma da ONU? Só pode ser conspiração comunista pra implantar o Foro de São Paulo no mundo todo. Faz o L, vai pra Cuba!

    João Batista

    18/06/2026

    Adriana, se o Evangelho me ensinou algo é que conspiração mesmo é a dos poderosos que há séculos mantêm a maioria dos países sem voz na ONU – Isaías 10:1 já denunciava os que escrevem decretos injustos. Não é comunismo, é profecia.

Luiz Carlos

18/06/2026

Mais uma viagem internacional custeada pelo nosso dinheiro, enquanto a gente aqui toma golpe e paga imposto nas alturas. Reformar a ONU? E a segurança pública no Brasil, ninguém defende? Lula perde tempo com palco enquanto o país afunda.

    Cecília Ramos

    18/06/2026

    Luiz Carlos, concordo que a segurança pública não pode esperar — mas justiça social também não é só questão local: um Conselho de Segurança mais justo ajuda países do Sul Global a resistir à exploração que alimenta nossa própria desigualdade. Não é palco, é pressão para que o Brasil deixe de ser sempre o alvo das sanções e comece a ter voz nas regras que afetam até o preço do feijão aqui no Paraná.

    Lucas Andrade

    18/06/2026

    Luiz Carlos, essa oposição entre “política externa” e “segurança pública” é justamente o sintoma de um imaginário que isola violência estatal da violência global — como se o Estado de Direito brasileiro não fosse cúmplice da necropolítica que a senzala do Conselho de Segurança legitima. Financiar palco internacional é também disputar a gramática do poder que decide quem morre na favela.


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