Uma operação militar conduzida por forças israelenses na Cisjordânia resultou na morte de Sabriya Amin Shamasneh, uma idosa palestina, na madrugada do dia 7 de abril. De acordo com a agência oficial de notícias palestina Wafa, Shamasneh sofreu um ataque cardíaco durante a incursão, que ocorreu por volta das 02h00, hora local, em sua aldeia.
Ela foi encaminhada ao Hospital Governamental Darwish Nazzal, em Qalqilya, mas não resistiu e faleceu logo após a chegada.
O incidente reflete um padrão de violência em operações militares na região. Dados divulgados pelo Centro de Informação Palestino apontam que, desde o início de 2026, mais de 40 pessoas foram mortas e 616 ficaram feridas em ações atribuídas ao exército israelense e a colonos na Cisjordânia.
O mesmo centro relatou ainda um total de 18.595 violações de direitos no período, abrangendo ataques diretos, destruição de propriedades e detenções sem justificativa formal. Até o momento, autoridades israelenses não se pronunciaram sobre os números ou sobre o caso específico de Shamasneh.
Na mesma operação do dia 7 de abril, as forças de Israel detiveram diversos palestinos em diferentes localidades. Entre os presos estão três jovens dos campos de refugiados de Qalandia e Dheisheh, além de oito indivíduos na cidade de Nablus.
A região, que abriga mais de 780 mil colonos israelenses, incluindo em Jerusalém Oriental, vive sob constante pressão, com a presença desses assentamentos sendo classificada como uma violação de normas internacionais e de resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
As incursões militares israelenses têm se intensificado em cidades, vilarejos e campos de refugiados palestinos, alimentando um ciclo de violência. Relatos frequentes apontam para a destruição de infraestrutura e a interrupção da vida cotidiana nas comunidades afetadas.
Para mais informações sobre o incidente, confira a cobertura do portal Al Jazeera, que acompanha os desdobramentos na região.
A morte de Sabriya Amin Shamasneh soma-se a um histórico de vítimas civis em meio a operações que, segundo organizações palestinas, raramente apresentam justificativas claras ou responsabilização por parte das forças israelenses. A comunidade internacional segue acompanhando os eventos na Cisjordânia, onde a ausência de avanços em negociações de paz mantém a região em estado de instabilidade crônica.
Com informações de prensa-latina.cu.


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