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Exclusivo! China bate recorde de comércio enquanto o Ocidente queima bilhões em guerras e genocídios

12 Comentários🗣️🔥 A corrente de comércio da China bateu 6,71 trilhões de dólares e o superávit disparou 49% em dois anos, enquanto Washington e Bruxelas torram fortunas em guerras. A China fechou o ciclo de doze meses encerrado em abril de 2026 com uma corrente de comércio de 6,71 trilhões de dólares e exportações globais […]

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Lula e Xi Jinping em Pequim. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A corrente de comércio da China bateu 6,71 trilhões de dólares e o superávit disparou 49% em dois anos, enquanto Washington e Bruxelas torram fortunas em guerras.

A China fechou o ciclo de doze meses encerrado em abril de 2026 com uma corrente de comércio de 6,71 trilhões de dólares e exportações globais de 3,93 trilhões, os maiores números de sua história. O superávit comercial do país saltou de 0,78 para 1,17 trilhão de dólares em apenas dois anos, um avanço de quase 50% que consagra Pequim como a maior potência exportadora do planeta.

O salto veio no auge da ofensiva ocidental contra a China e seus parceiros. Enquanto os Estados Unidos queimam bilhões de dólares em bombas e bloqueios navais na guerra que travam contra o Irã desde fevereiro, e a Europa compromete outros 90 bilhões de euros para financiar o conflito na Ucrânia deflagrado sob o estímulo de Washington, Pequim escolheu investir em comércio e seguiu acumulando dinheiro.

Nesse tabuleiro, o Brasil desponta como um dos grandes ganhadores da expansão chinesa. A corrente de comércio entre os dois países alcançou 203,3 bilhões de dólares no mesmo período, o maior valor já registrado na relação bilateral.

As compras chinesas de produtos brasileiros somaram 126,5 bilhões de dólares no último ciclo, segundo os dados oficiais da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), depois de recuarem para 104,6 bilhões no período anterior. A retomada veio puxada pela soja e pelo petróleo bruto, num momento em que a China reforça suas fontes de alimento e energia fora da órbita ocidental.

A soja liderou a pauta com 39,1 bilhões de dólares, seguida pelo petróleo bruto e combustíveis, com 30,7 bilhões, e pelo minério de ferro, com 30 bilhões. Os três produtos confirmam o Brasil como fornecedor decisivo das cadeias de alimento, energia e siderurgia da maior economia exportadora do mundo.

No setor de energia, o Brasil ganhou terreno justamente quando o mercado encolhia. As importações chinesas de combustíveis fósseis caíram de 519 para 440 bilhões de dólares em três anos, mas as compras de petróleo brasileiro saltaram de 21,7 para 30,7 bilhões entre os dois últimos ciclos.

O avanço ocorreu enquanto os fornecedores tradicionais perdiam espaço. A Federação da Rússia seguiu na liderança, com 82,2 bilhões de dólares em vendas de combustíveis à China, ainda que abaixo dos 98 bilhões de dois anos antes, e a Arábia Saudita apareceu logo atrás entre os países analisados, com 44,1 bilhões.

O caso do Irã ilustra o tamanho da distorção provocada pela guerra e pelas sanções ocidentais. Os registros oficiais da alfândega chinesa apontam importações iranianas de combustíveis de apenas 3,2 milhões de dólares, uma cifra que fala mais sobre o bloqueio naval e a reclassificação de cargas do que sobre o fluxo real entre Teerã e Pequim.

Na ponta das vendas chinesas ao Brasil, o destaque foi o capítulo de veículos e autopeças, que cresceu cerca de 77% em dois anos. O total passou de 5,8 bilhões de dólares no ciclo encerrado em abril de 2024 para 10,2 bilhões em 2026, impulsionado pela chegada dos automóveis elétricos chineses ao mercado sul-americano.

A parceria com a China é estratégica e tende a se aprofundar, sustentada pela convergência dentro dos BRICS e pela construção de um comércio menos dependente do dólar. Enquanto o Ocidente aposta suas fichas na guerra, Pequim transforma comércio em poder e abre ao Brasil a chance de crescer junto.

 

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Fernanda Oliveira

16/06/2026

Pô, isso aqui é pura realidade crua: enquanto a China investe em povo e desenvolvimento, o Ocidente segue financiando morte e destruição com nosso dinheiro e nossos corpos. Isso não é só economia — é escolha política, é violência estrutural. E eu, negra e periférica, não vou aplaudir quem lucra com genocídio.

    Cristina Rocha

    16/06/2026

    Fernanda, sua frase não é só um comentário — é um ato de epistemologia descolonial em pleno funcionamento. Quando você diz “isso não é só economia”, está desmontando, com a precisão de uma cirurgiã política, a falsa neutralidade das estatísticas: o PIB chinês não cresce no vazio, mas sobre redes de cooperação Sul-Sul, acordos de infraestrutura que não exigem privatização de água ou educação, e um projeto civilizatório que recusa a lógica do saque como condição de existência — ao contrário do que Marx já diagnosticava no *Capital* como o “capitalismo primitivo”, hoje globalizado em forma de sanções, bloqueios bancários e intervenções militares disfarçadas de “missão humanitária”. E quando você afirma “não vou aplaudir quem lucra com genocídio”, está invocando não apenas a ética, mas a ontologia do cuidado — aquela que Lélia Gonzalez chamava de “matriz de resistência afro-ameríndia”, onde o corpo negro e periférico não é objeto de política, mas sujeito de sabedoria crítica capaz de ler, na balança comercial, o peso das sepulturas não contabilizadas.

    Mas atenção, Fernanda: não podemos cair na armadilha do contraste simplista — como se a China fosse um paraíso socialista imaculado. O marxismo-leninismo não é uma religião da infalibilidade, mas um método de crítica permanente; e há, sim, tensões reais entre desenvolvimento acelerado e direitos trabalhistas, entre soberania nacional e autonomia dos povos uigures, tibetanos e mongóis — tensões que exigem análise concreta, não apologia cega. O que nos une, no entanto, é a recusa à narrativa hegemônica que transforma o Ocidente em juiz universal e a periferia em cenário de experimentação violenta: desde as bombas de fósforo branco em Gaza até os testes nucleares franceses no Pacífico, passando pelas guerras farmacêuticas no Brasil, tudo isso é parte de um mesmo sistema — o que Samir Amin chamou de “imperialismo do monopólio”, onde a acumulação não depende mais só da exploração, mas da *desintegração controlada* dos territórios subalternos.

    Por isso, sua voz — negra, periférica, filosoficamente lúcida — é um ato de desobediência epistêmica tão potente quanto qualquer decreto de política externa. Você não está comparando países como se fossem produtos numa prateleira; você está denunciando uma ordem mundial que exige, como preço da “civilização”, o sacrifício ritual de corpos negros, indígenas, pobres — aqui, lá, em toda parte. E nisso, Fernanda, não há “lado”: há compromisso. E seu compromisso, escrito com sangue e memória, é o único programa político que vale a pena assinar com a alma.

      Rick Ancap

      16/06/2026

      Cristina, seu discurso é lindo, mas enquanto você fala de “matriz de resistência”, eu tô aqui tentando pagar o aluguel com um freela de edição de vídeo — e a China? Só me interessa se ela vende iPhone mais barato que a Apple.

        Silvia D.

        16/06/2026

        Rick, se o iPhone barato é sua prioridade, ótimo — mas enquanto você edita vídeos, eu atendo crianças que não têm vacina porque o SUS tá sangrando por conta dessas mesmas guerras que financiam os preços baixos das fábricas chinesas. Saúde não tem preço, mas tem urgência.

João da Silva

16/06/2026

Poxa, 6,71 trilhões é muita grana mesmo… Mas aqui em Brasília, o que eu vejo todo dia é o imposto alto e o frete cada vez mais caro. Prefiro focar no que dá pra resolver: abastecer, manter o carro em ordem e levar os passageiros com segurança.

    Gabriel Teen

    16/06/2026

    João, frete caro é o de menos — seu carro tá mais velho que a promessa de reforma da Previdência!

    Pedro

    16/06/2026

    João, 6,71 trilhões não enche o tanque nem paga o IPVA atrasado — aqui na real, o que importa é o litro a R$ 7,99 e o frete que desce mais rápido que o preço do diesel.

Lurdinha Deus Acima de Todos

16/06/2026

Ai meu Deus, tá vendo o que eu falei?! As igrejas já tão fechando e a China tá vendendo até o rosário! 🇧🇷🙏🇺🇸🔥

    Célia Carmo

    16/06/2026

    Lurdinha, seu rosário tá mais em crise que o lucro do Bolsonaro no BNDES! 🙃

      Marcos Andrade Niterói

      16/06/2026

      Célia, se o rosário tá em crise, é porque a gente tá rezando por justiça social — e Rodrigo Neves, sim, é o tipo de prefeito que transforma oração em asfalto, túnel e metrô sob a Baía! 🚇✨

      Helton Barros

      16/06/2026

      Célia, sua graça é tão forçada quanto o “progresso” que destrói famílias — enquanto a China cresce com disciplina e respeito à soberania, você brinca com rosários e políticos como se fé e pátria fossem piada. Reze antes de falar, menina — o Brasil precisa de patriotismo, não de zoeira barata.

      Laura Silva

      16/06/2026

      Célia, que delícia de ironia — e que precisão! Mas vamos desmontar essa imagem com a mesma seriedade com que um operário desmonta uma máquina para entender seu funcionamento: o “rosário” não está em crise, está em mutação. Enquanto o capital financeiro ocidental enterra sua crise estrutural em guerras intermináveis — do Iraque à Ucrânia, passando por Gaza —, a China constrói infraestrutura, tecnologia soberana e cadeias produtivas integradas ao Sul Global, não com orações, mas com planejamento estatal, disciplina histórica e uma concepção de desenvolvimento que coloca o trabalho, não o lucro especulativo, no centro do projeto civilizatório. O BNDES sob Bolsonaro? Um caso clássico de captura estatal pelo rentismo: recursos públicos canalizados para fundos de investimento privados, enquanto o campo brasileiro se desertificava e as periferias viam seus direitos sociais esfacelados — tudo isso sob o manto falso da “eficiência neoliberal”. Você menciona o lucro do Bolsonaro no BNDES como se fosse um dado absurdo — e é mesmo. Mas não é só absurdo: é sintoma. É a expressão concreta de um Estado que deixou de ser instrumento de emancipação para se tornar extensão do mercado. Enquanto isso, a China ampliou seu comércio exterior em 2023 com 145 países, incluindo 46 nações africanas e 32 latino-americanas, muitas delas historicamente submetidas ao ajuste fiscal imposto pelo FMI — justamente o mesmo FMI que, nos anos 1990, exigiu do Brasil o fechamento de fábricas, a privatização da Vale e a desindustrialização programada. Não há contradição entre “rosário” e “realidade”: há, sim, uma escolha política radical — entre rezar por misericórdia ou organizar-se para produzir justiça. E se o seu comentário carrega um tom de cansaço — e carrega, sim —, eu abraço esse cansaço com respeito. Porque ele é legítimo, é histórico, é de quem já viu demais promessas vazias. Mas não confundamos ironia com impotência. A China não é um modelo a ser copiado cegamente — é um *contraexemplo* vivo ao dogma neoliberal: prova de que um país pode crescer sem entregar sua soberania, pode industrializar sem espoliar suas classes trabalhadoras, pode negociar com o mundo sem se curvar ao dólar. E isso, Célia, não é mágica — é marxismo aplicado à escala de um continente. Com todos os seus paradoxos, tensões e desafios. Mas, acima de tudo, com uma clareza que o Ocidente perdeu há décadas: não se constrói futuro com bombas, mas com ferrovias, hospitais, universidades e sindicatos fortes.


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