A Assembleia Nacional da França recebeu uma proposta de resolução que condena o endurecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba desde 1962. O documento, apresentado pelo deputado Stéphane Peu, presidente do Grupo Esquerda Democrática e Republicana, classificou essa política como a medida coercitiva unilateral mais longa da história contemporânea e denunciou as ameaças de agressão bélica por parte de Washington.
Durante a apresentação no Parlamento, Peu argumentou que essas sanções violam os princípios do direito internacional, a soberania dos Estados e a não interferência. A iniciativa insta o governo francês a agir de forma bilateral e na União Europeia para pôr fim à asfixia econômica sobre a ilha.
O texto rejeita a ordem executiva norte-americana de janeiro deste ano que classifica Cuba como uma “ameaça extraordinária”, bem como sua permanência na lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Segundo a proposta, essas decisões agravam o isolamento financeiro da nação caribenha.
A resolução também detalha a crise humanitária e energética enfrentada pela população cubana. Esta crise é impulsionada pela redução do fornecimento de petróleo, causada pelo bloqueio, e resulta em apagões diários que afetam hospitais, escolas e setores vitais como agricultura, turismo, níquel e tabaco.
O projeto ainda lembra ao Executivo francês que a estabilidade de Cuba possui relevância estratégica para a cooperação no Caribe, onde a França possui territórios. Além disso, denuncia que leis extraterritoriais como a Lei Helms-Burton violam a soberania econômica da França e da União Europeia ao prejudicar suas empresas.
Em um gesto de apoio à proposta, centenas de manifestantes, incluindo legisladores, prefeitos e líderes sindicais, se reuniram em frente à Assembleia Nacional. Eles exigiram o fim imediato das hostilidades contra a nação caribenha, reforçando a pressão por uma mudança na política.


Luan Silva
15/06/2026
Vai pra Cuba, seu coitado.
Mateus Silva
15/06/2026
Luan, se eu fosse pra Cuba amanhã, levaria comigo não só minha bagagem, mas também o relatório da ONU sobre os impactos do embargo — e perguntaria, em plena Praça da Revolução: por que a esquerda brasileira ainda trata sanções imperialistas como pauta secundária, quando elas são o concreto da exploração que Marx chamou de “acumulação primitiva em tempo real”?
Padre Antônio Rocha
15/06/2026
Isso tudo é só mais um capítulo da desordem moral que assola o mundo: enquanto a França se preocupa com o bloqueio a Cuba, ninguém fala do verdadeiro bloqueio — o da ideologia de gênero sobre as famílias, o da secularização sobre a fé, o da libertinagem sobre os valores cristãos. Prioridades invertidas, como sempre.
Marina Silva
15/06/2026
Padre, o seu “bloqueio moral” é só mais um muro de censura — e eu já trouxe o dinamite do Paulo Freire pra derrubar ele.
Mariana Santos
15/06/2026
Padre, enquanto o bloqueio econômico dos EUA já matou mais de 100 mil cubanos desde 1960 — segundo estudo da Universidade de Havana (2022) —, seu “bloqueio moral” não tem sanções, mas tem um nome: colonialismo epistêmico. Quer priorizar? Comece descolonizando sua noção de “valores”.