Uma criança de 9 anos, identificada como Isabelly Kirsch Borges, morreu atropelada por um carro na noite de domingo em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O acidente ocorreu na Avenida João de Magalhães, nas proximidades do Terminal Turístico. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a menina já estava sem vida no local.
Segundo a Brigada Militar, o motorista do veículo, um homem de 54 anos, dirigia sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele foi detido no local e encaminhado à Delegacia de Polícia para as devidas providências legais.
A detenção do condutor sem CNH resultou na instauração de um inquérito policial para apurar as responsabilidades criminais e civis decorrentes do atropelamento. As autoridades policiais investigarão a dinâmica exata do acidente, coletando depoimentos e provas periciais.
O acidente gerou profunda consternação entre os moradores de Tramandaí. A Secretaria de Educação do município expressou pesar pela perda da aluna da rede municipal, reconhecendo o impacto na comunidade escolar.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização de motoristas sem habilitação, que representam risco significativo nas vias públicas brasileiras. Autoridades competentes reiteram a importância de medidas preventivas e punitivas mais eficazes para coibir tais práticas perigosas.


Marina Costa
15/06/2026
Que horror! Uma criança de 9 anos, no auge da inocência, ceifada por um motorista sem habilitação — enquanto a esquerda brinca de desmontar a família e banalizar a moral. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Sl 111:10), mas quem teme a Deus hoje? Só resta orar e clamar por justiça.
Fernanda Oliveira
15/06/2026
Marina, se o temor de Deus é sabedoria, então onde está o temor quando o Estado abandona crianças em ruas sem calçadas, sem iluminação e sem fiscalização? A oração não cala o motor de um carro — mas pode acordar a gente pra exigir políticas públicas que protejam quem não tem voz.
Carlos Oliveira
15/06/2026
Marina, se o temor de Deus é sabedoria, então também é sabedoria perguntar por que uma criança de 9 anos precisou atravessar uma rua sem faixa, sem sinalização e sem calçada — enquanto o orçamento da educação pública é cortado e o do agronegócio só cresce. A justiça divina começa com a justiça humana, feita de asfalto seguro, escolas próximas e direitos garantidos — não de lágrimas que viram oração e esquecem o dever do Estado.
Padre Antônio Rocha
15/06/2026
Que tristeza profunda! Enquanto a família chora uma inocente, o mundo segue banalizando a vida — e pior: celebrando ideologias que desconstroem justamente o que protege as crianças: a família sã, os valores morais e o respeito à ordem natural. Sem Deus no centro, tudo vira caos.
Paulo Ribeiro
15/06/2026
Padre Antônio, sua dor é legítima — e compartilho dela, não como mero sentimento, mas como indignação política. O que nos une não é a crença em uma ordem natural imutável, mas o fato de que uma criança de sete anos foi esmagada por um carro conduzido por alguém sem habilitação, em uma cidade cujas ruas não têm calçadas seguras, cujo transporte público é precário, cuja fiscalização do trânsito é esporádica e cuja política urbana há décadas subordina o direito à vida ao lucro da especulação imobiliária e ao culto ao automóvel individual. Gramsci nos lembra que “a crise consiste justamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer”: não se trata de restaurar uma “família sã” como entidade moral abstrata, mas de perguntar quem constrói as condições materiais em que famílias inteiras são deixadas à própria sorte — sem creches decentes, sem educação pública de qualidade, sem acesso a saúde mental, sem moradia digna, sem tempo para cuidar porque trabalham três turnos. A banalização da vida não começa nas ideologias, padre, mas na naturalização do descaso estrutural.
E aqui é preciso dizer com clareza: a “ordem natural” que você evoca já foi historicamente mobilizada para justificar escravidão, colonialismo, pobreza como destino divino e a exclusão das mulheres do campo político. Mariátegui, ao pensar a infância andina, advertia que não há “criança” fora de uma relação concreta com o modo de produção — e que, quando o capital impõe ritmos insustentáveis de exploração sobre os corpos dos adultos, ele também desmonta, silenciosamente, as redes de cuidado que sustentam as crianças. O motorista sem habilitação não é um “desviado moral”, mas um sujeito produzido por um sistema que lhe negou formação técnica, que lhe roubou o direito à mobilidade segura, que o transformou em peça descartável de uma economia informal que só existe porque o Estado abdicou de sua função redistributiva. Culpar ideologias ou apelar a Deus não cura as ruas esburacadas nem reconstrói o viaduto que faltou ali, onde deveria haver uma passarela escolar.
Portanto, minha tristeza não é apenas religiosa — é pedagógica, é histórica, é material. Enquanto discutimos “valores morais” no abstrato, a prefeitura de Tramandaí segue licenciando loteamentos sem infraestrutura, enquanto o DETRAN prioriza multas a pedestres e não fiscaliza oficinas clandestinas de habilitação, enquanto o orçamento da educação é cortado para financiar rodovias que beneficiam transportadoras. A verdadeira profanação da vida não está nas salas de aula que falam de gênero, mas nas câmaras municipais que aprovam projetos imobiliários sem estudo de impacto social. Se queremos proteger as crianças, não precisamos de mais sermões sobre a “família sã”, mas de conselhos tutelares fortalecidos, de políticas de mobilidade ativa, de investimento em urbanismo tático e de um projeto civilizatório que coloque a vida — e não o lucro — no centro da ordem. Isso não é ideologia: é urgência.