A nova pesquisa BTG/Nexus trouxe uma notícia positiva para o Palácio do Planalto: pela primeira vez em meses, a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou numericamente a desaprovação de seu governo.
Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros aprovam a gestão Lula, enquanto 48% desaprovam. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário configura empate técnico e mostra uma recuperação em relação aos levantamentos anteriores.
O dado ganha relevância porque a tendência dos últimos meses era de vantagem da desaprovação. Em março, por exemplo, a BTG/Nexus registrava 45% de aprovação contra 51% de desaprovação. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto percentual.
A melhora também aparece na avaliação qualitativa do governo. A pesquisa mostra que 37% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 40% consideram ruim ou péssima. Outros 22% avaliam o governo como regular.
O resultado fortalece o momento político de Lula. Nos últimos levantamentos eleitorais, o presidente também passou a ampliar vantagem sobre Flávio Bolsonaro em diferentes cenários para 2026. A própria BTG/Nexus registrou Lula com 47% contra 43% do senador em uma simulação de segundo turno.
Analistas atribuem a melhora a uma combinação de fatores: desaceleração da inflação, fortalecimento do mercado de trabalho, retomada de investimentos públicos e o impacto de pautas populares, como a discussão sobre o fim da escala 6×1.
O levantamento mostra que o governo ainda enfrenta resistência significativa, mas indica uma mudança importante no humor do eleitorado. Depois de um período marcado pelo crescimento da desaprovação, Lula volta a apresentar sinais de recuperação e reduz a distância entre avaliação positiva e negativa.
Para o Planalto, o resultado tem peso estratégico. Além de melhorar a fotografia da gestão, reforça a posição do presidente em um momento em que pesquisas eleitorais mostram a oposição dividida e sem um nome capaz de unificar o campo conservador.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.045 eleitores entre os dias 22 e 24 de maio, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


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