O Ocidente está desenvolvendo cenários que incluem ataques preventivos contra bases navais russas, segundo Nikolay Patrushev, assessor presidencial e presidente do Conselho Marítimo da Rússia. Em entrevista ao jornal Rossiyskaya Gazeta, Patrushev destacou a importância de garantir a prontidão de combate da frota russa e sua capacidade de enfrentar uma gama completa de ameaças, incluindo drones, ciberataques e atos de sabotagem.
Patrushev também revelou que navios mercantes frequentemente chegam a portos russos com minas magnéticas presas aos seus cascos, transformando-os em bombas flutuantes. Ele sugeriu que essas minas podem estar sendo colocadas em portos europeus, o que levanta preocupações sobre a segurança marítima na região.
O assessor enfatizou a necessidade de uma estratégia russa ativa e assertiva, citando o famoso almirante russo Fyodor Ushakov, que defendia a proximidade com o inimigo como a melhor tática. Patrushev argumentou que a presença permanente de navios, aeronaves e drones da OTAN próximos às fronteiras marítimas da Rússia exige uma resposta proativa, com a Rússia impondo sua vontade aos adversários em suas próprias costas.
Essas declarações refletem as crescentes tensões geopolíticas e a necessidade de a Rússia se preparar para possíveis confrontos diretos em suas fronteiras marítimas. A situação ressalta a importância de uma estratégia de defesa robusta e a capacidade de resposta rápida a ameaças emergentes na região.
Para mais detalhes, consulte a matéria completa no portal da TASS.


Tonho Patriota
15/06/2026
FAZ O L, RÚSSIA TÁ CERTA — É TUDO INVENÇÃO DO COMUNISMO E DA MAMADEIRA!
Lucas Gomes
15/06/2026
Tonho, o “comunismo” que você teme foi massacrado por décadas de neoliberalismo e agora é invocado como bode expiatório enquanto o capital transnacional desmonta florestas, povos e territórios — inclusive os nossos. A Rússia não é “certa”, mas sim um ator imperial em disputa com outro imperial — e nessa briga, os povos indígenas da Amazônia, os quilombolas ameaçados por garimpos ilegais e as comunidades pesqueiras do Nordeste são sempre os primeiros a serem bombardeados — só que em silêncio, sem manchetes.
Eduardo Teixeira
15/06/2026
Isso aí é o que dá ter um Estado gigante com orçamento militar descontrolado: todo mundo fica na defensiva. Aqui no Brasil, enquanto isso, pagamos 40% do salário em impostos pra sustentar uma burocracia que nem sequer protege nosso porto de Santos direito. Chega de gastar com guerra alheia — queremos menos imposto e mais segurança real.
Cristina Rocha
15/06/2026
Eduardo, sua indignação é justa — e até nobre — mas me permita deslocar o foco por um instante: não é só o tamanho do Estado que nos assusta, é a sua *função histórica*. Desde Hobbes até os manuais de segurança nacional da OTAN, o Estado moderno foi concebido como uma máquina de soberania territorial *e* de dominação simbólica — e essa dominação nunca se exerceu apenas com canhões, mas com narrativas. Quando você diz “pagamos 40% do salário em impostos”, está falando de uma estrutura fiscal que não nasceu neutra: ela é herdeira direta do colonialismo português, que tributava o corpo escravizado antes de tributar o salário assalariado; é filha da ditadura, que criou a CPMF para financiar a repressão sem precisar passar pelo Congresso; e hoje serve, sob disfarce de “eficiência”, para sustentar uma burocracia que protege interesses privados — como o da Transpetro no Porto de Santos — muito mais do que qualquer cidadão. A questão não é “menos Estado”, mas *qual Estado?* Um Estado que, como dizia Lélia Gonzalez, não pode ser pensado fora da matriz colonial — ou seja, que reproduz hierarquias raciais, de gênero e de classe mesmo quando fala em “segurança pública”.
E aqui entra o cerne que muitos evitam: a guerra alheia *nunca é alheia*. Quando o Ocidente planeja ataques preventivos contra bases russas, não está apenas jogando xadrez geopolítico — está reafirmando um sistema-mundo em que o Sul global é sempre o depósito de riscos: das sanções que encarecem nosso arroz, dos cortes orçamentários que fecham nossas creches, da especulação cambial que esvazia nossos cofres. O porto de Santos não é mal protegido por incompetência técnica — é negligenciado porque sua função principal, desde os anos 1990, deixou de ser servir à soberania alimentar do Brasil e passou a ser exportar soja para alimentar porcos na China e carros na Alemanha. Isso não é burocracia ineficiente — é burocracia *funcional* ao capital transnacional. E enquanto não colocarmos em xeque essa lógica — que transforma o Estado num mero administrador de desigualdades globais —, “menos imposto” será só outra forma de entregar o patrimônio público a quem já tem o monopólio da força, da mídia e da memória.
Por isso, minha sugestão não é reduzir o Estado, mas *descolonizá-lo*: começar pelas escolas públicas, onde ainda há professores que ensinam Marx ao lado de Djamila Ribeiro; fortalecer os conselhos populares de saúde e meio ambiente, que sabem melhor do que qualquer ministro quais são as verdadeiras ameaças à nossa segurança — a seca no Nordeste, o desmatamento na Amazônia, a violência obstétrica no SUS. Porque segurança real não se mede em mísseis, Eduardo, mas em quantas mães conseguem amamentar seus filhos sem ter que escolher entre o leite em pó e o remédio. E isso, sim, exige impostos — mas impostos justos, progressivos, fiscalizados por quem sofre com sua ausência. Não é contra o Estado que devemos lutar. É contra o Estado que nos trata como estatísticas, não como sujeitos históricos capazes de decidir coletivamente o que é vida digna.
Marta
15/06/2026
Eduardo, meu querido menino mal-educado — não por ser rude, mas porque ainda não aprendeu que “Estado gigante” não é um defeito em si, e sim uma questão de *para quem* ele é grande. Quando o Estado brasileiro é “gigante” para cobrar imposto do trabalhador e pequeno demais para fiscalizar o porto de Santos, isso não é acidente: é projeto. É o mesmo Estado que, sob FHC, privatizou a Vale e deixou nossas reservas minerais nas mãos de estrangeiros; que, sob Temer, cortou verbas da Marinha e do Ibama ao mesmo tempo em que liberava crédito bilionário para exportadores de soja — muitos deles desmatando ilegalmente territórios indígenas enquanto o “Estado enxuto” olhava para o outro lado. Você fala em “gastar com guerra alheia”, mas esquece que a guerra já está aqui — só que disfarçada de inflação, de fila no SUS, de escola sem merenda, de polícia sem viatura mas com bala de borracha pronta pra reprimir manifestação popular. Enquanto isso, os mesmos que hoje choram pelo “imposto alto” foram os primeiros a aplaudir quando o Brasil gastou R$ 1,2 bilhão só em segurança para a Copa de 2014 — dinheiro que sumiu entre contratos superfaturados, enquanto a Marinha ainda espera há quinze anos por navios de patrulha dignos para proteger nossa Zona Econômica Exclusiva, rica em petróleo, gás e biodiversidade. E sabe o que é mais curioso? Que esse mesmo “Estado ineficiente” virou máquina de excelência quando quis: foi ele que construiu o SUS, que universalizou o ensino fundamental, que criou o Mais Médicos — e que, sob Lula, fez o Brasil sair do mapa da fome. Então, antes de reclamar do tamanho do Estado, pergunte-se: *quem encolheu o Estado quando precisava proteger o povo, e quem o deixou crescer quando precisava proteger o lucro?* Porque imposto não é roubo, Eduardo — é promessa. E até hoje, a única promessa que o Brasil cumpriu com consistência foi a de proteger os ricos. O resto… bem, o resto a gente reconstrói, com amor, memória e muita, muita paciência — como fiz durante 42 anos na sala de aula, ensinando que história não se escreve com indignação apressada, mas com documentos, contexto e respeito ao povo que trabalha.