Ex-dirigentes históricos do Partido Revolucionário Democrático (PRD) do Panamá enviaram uma carta ao governo dos Estados Unidos criticando duramente as medidas adotadas durante a administração de Donald Trump para manter e intensificar o bloqueio econômico e político contra Cuba.
O documento, intitulado «Cuba não está sozinha: um chamado à solidariedade desde o Panamá», foi divulgado no dia 8 de abril de 2026 e ressalta a resistência e a dignidade do povo cubano frente às pressões externas impostas há décadas.
Entre os signatários estão figuras proeminentes como Mitchel Doens, Pedro Miguel González, Héctor Alemán e Elías Ríos. Eles rejeitam as justificativas apresentadas pelos EUA para aumentar as sanções, como a alegação de que Cuba representaria uma ameaça à segurança.
Na visão dos políticos panamenhos, tais ações têm como objetivo desestabilizar uma nação que luta por sua independência e soberania desde a Revolução de 1959. A carta argumenta que o bloqueio não apenas viola princípios de autodeterminação, mas também ignora o posicionamento de grande parte da comunidade internacional.
O texto menciona ainda que a Assembleia Geral das Nações Unidas tem condenado repetidamente o embargo econômico imposto a Cuba, com resoluções anuais que refletem um amplo consenso global em defesa do direito internacional e da soberania dos povos.
Os ex-dirigentes destacam que Cuba não está isolada, contando com o apoio de diversas nações e cidadãos ao redor do mundo que reconhecem a injustiça das medidas restritivas promovidas pelos EUA.
Os autores do documento fazem um apelo aos panamenhos para que adotem uma postura firme de apoio a Cuba, considerando isso não apenas um gesto de solidariedade mútua, mas também uma questão de coerência com a própria história do Panamá.
Eles recordam que, assim como o Panamá lutou para decidir seu destino diante de interferências externas, é fundamental respaldar outros povos que enfrentam pressões para aceitar modelos políticos e econômicos contrários à sua vontade soberana.
A carta, conforme reportado pelo portal Prensa Latina, conclui com um chamado a todos os setores da sociedade panamenha, independentemente de filiações políticas, para que se manifestem em defesa do respeito, da soberania e da justiça.
Nas palavras dos signatários, «quando os povos se unem em torno da justiça e da solidariedade, nenhum bloqueio é capaz de abalar sua determinação», uma declaração que reflete o tom combativo do documento.
Por fim, os ex-dirigentes panamenhos reforçam que a união em torno de valores como a justiça e o respeito mútuo entre nações é um princípio que deve guiar as relações internacionais. Eles enxergam no caso cubano um exemplo de resistência que inspira outros povos a defenderem sua autonomia diante de políticas coercitivas, como as sanções unilaterais impostas pelos EUA, que frequentemente se apresentam sob o discurso de democracia e direitos humanos, enquanto contraditoriamente apoiam ações que violam esses mesmos princípios em outras regiões do mundo.


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