Lula lidera com 41,3% e Flávio Bolsonaro aparece com 37,8% — empate técnico que torna cada racha interno da direita um risco eleitoral real. E a briga entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira está dando trabalho.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro protagonizaram mais um episódio de desentendimento, revelando um racha que se arrasta há meses. O senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio a sua pré-campanha presidencial, teve que intervir pedindo ‘racionalidade’ aos envolvidos para evitar impactos negativos em sua candidatura.
As divergências entre Eduardo e Nikolas não são novidade. Em julho do ano passado, uma interação de Nikolas com uma influenciadora autodeclarada ‘ex-bolsonarista’ gerou incômodo na família Bolsonaro, levando Eduardo a chamar Nikolas de ‘canalha’. A situação se agravou em fevereiro de 2026, quando Eduardo acusou Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de ‘amnésia’ por não apoiarem ativamente a campanha de Flávio à presidência.
Na última quinta-feira (2), a tensão reacendeu quando Eduardo questionou o perfil Space Liberdade nas redes sociais, acusando-o de não apoiar Flávio publicamente. Nikolas, por sua vez, compartilhou uma publicação do mesmo perfil, que criticava o presidente Lula e atribuía a criação do Pix ao governo de Jair Bolsonaro. A ação de Nikolas foi vista por Eduardo como um apoio a críticas ao clã Bolsonaro, exacerbando ainda mais o conflito.
Flávio Bolsonaro, tentando minimizar os danos, gravou um vídeo pedindo união e serenidade, destacando que o verdadeiro adversário era o presidente Lula. A disputa interna ocorre em um momento crucial, já que Flávio se posiciona como principal adversário de Lula nas eleições presidenciais deste ano. Segundo um levantamento do Paraná Pesquisas, Lula lidera com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37,8%, configurando um empate técnico devido à margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos após perder seu mandato, tem sido alvo de críticas por apoiar medidas da Casa Branca que prejudicaram o Brasil, como o tarifaço sobre produtos brasileiros. Essa postura acabou por aumentar a popularidade de Lula, levando adversários a apelidarem Eduardo de ‘camisa 10’ da campanha petista.
O racha na direita, exposto publicamente, pode ter consequências significativas para a estratégia eleitoral do grupo. Com a aproximação das eleições, a divisão interna ameaça a coesão necessária para enfrentar o atual presidente. A situação também evidencia a fragilidade das alianças políticas na extrema direita, que, sem unidade, pode ver suas chances de sucesso eleitoral diminuídas.
Com informações de brasildefato.com.br.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!