Astrônomos descobrem planeta gigante ‘proibido’ quase do tamanho de sua estrela

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 09/04/2026 14:05

Em uma descoberta que desafia os limites da astrofísica, astrônomos da Universidade Carnegie revelaram um planeta gigante de gás, de tamanho comparável ao de Júpiter, orbitando uma estrela anã vermelha. O exoplaneta, conhecido como TOI 5205b, é tão descomunal que bloqueia sete por cento da luz da estrela quando passa à sua frente, formando um dos maiores trânsitos de exoplanetas já registrados.

O que torna essa descoberta ainda mais intrigante é que, de acordo com os modelos atuais de formação planetária, um planeta tão grande não deveria existir ao redor de uma anã vermelha, que possui apenas quarenta por cento da massa do Sol. A presença de TOI 5205b desafia as teorias convencionais, que sugerem que núcleos planetários necessitam de uma massa equivalente a dez vezes a da Terra para atrair a quantidade necessária de gás e formar um gigante gasoso. No caso deste sistema, não deveria haver material suficiente para a formação do núcleo inicial.

Recentemente, os astrônomos tiveram a oportunidade de observar a atmosfera do planeta com o Telescópio Espacial James Webb, e suas conclusões foram publicadas no The Astronomical Journal. A atmosfera do TOI 5205b possui uma concentração de elementos pesados menor em relação ao hidrogênio, em comparação com gigantes gasosos do nosso sistema solar, como Júpiter e Saturno. Isso sugere um processo de formação distinto e levanta novas questões sobre a formação de planetas gigantes em sistemas estelares.

Outro aspecto curioso é a baixa metalicidade do planeta em comparação com sua estrela hospedeira, indicando uma abundância menor de elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio. Anjali Piette, astrônoma líder do estudo, afirmou que essas descobertas têm implicações significativas para a compreensão do processo de formação de planetas gigantes que ocorre no início da vida de uma estrela.

O modelo predominante de formação planetária sugere que planetas se formam em um disco giratório de gás e poeira que circunda uma estrela, que por sua vez se forma após o colapso de uma vasta e densa nebulosa. No entanto, os resultados do estudo indicam que os elementos pesados do planeta migraram para o interior durante sua formação, resultando em uma atmosfera rica em carbono e pobre em oxigênio, como observa Shubham Kanodia, coautor do estudo. Para saber mais sobre esta fascinante descoberta, visite o portal Futurism.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.