Fundo Monetário Internacional aponta que conflitos no Oriente Médio já pressionam energia, alimentos e confiança global, com risco real de desaceleração econômica
O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta sobre os riscos de uma crise inflacionária global, impulsionada pelas crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irã.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, destacou que as perspectivas econômicas mundiais estão sendo obscurecidas por esses conflitos, mesmo com eventuais cessar-fogo frágeis em algumas regiões.
Georgieva apontou que a previsão de crescimento global poderá ser revisada para baixo em breve, refletindo os impactos negativos das instabilidades na região.
Antes das recentes escaladas de tensão, o FMI havia ajustado sua projeção de crescimento global para 3,3% em 2026, com expectativas de novas melhorias.
No entanto, as disputas no Oriente Médio têm gerado um cenário adverso, com aumento nos preços do petróleo e do gás natural, além de interrupções em infraestruturas energéticas críticas.
Esses fatores também afetam o transporte de fertilizantes essenciais para a agricultura global, minando a confiança de empresas e consumidores em diversas partes do mundo.
Em suas declarações, Georgieva reforçou a importância de os países membros do FMI fortalecerem suas economias internas para enfrentar os impactos econômicos decorrentes dessas tensões.
Ela também manifestou esperança quanto à possibilidade de o Congresso dos EUA aprovar uma revisão que poderia ampliar em 50% os recursos de empréstimo do FMI, aumentando a capacidade da instituição de responder a crises financeiras em momentos de incerteza global.
Um relatório recente do FMI indica que, em média, a produção econômica de países afetados por conflitos armados sofre uma queda inicial de cerca de 3%, com perdas acumuladas que podem chegar a 7% ao longo de cinco anos.
O documento sugere ainda que a economia dos EUA pode escapar de impactos mais severos, beneficiada pelo aumento de gastos militares e pela ausência de destruição direta em seu território, embora isso não elimine os efeitos indiretos da instabilidade global.
Nos Estados Unidos, o Banco Central enfrenta pressões crescentes para controlar a inflação, enquanto o mercado de trabalho sofre com mudanças em políticas de comércio e imigração.
Outras instituições financeiras, como o Banco do México, também manifestaram preocupações sobre como as tensões no Oriente Médio podem agravar a inflação em suas respectivas economias, criando um efeito cascata em mercados emergentes e desenvolvidos.
Para mais detalhes sobre o alerta do FMI, confira a análise completa no portal da Al Jazeera, que acompanha de perto os desdobramentos econômicos e geopolíticos da região.
Com informações de aljazeera.com.