No dia 9 de abril de 2026, a Palestina manifestou dura oposição ao plano de Israel de construir 34 novas colônias na Cisjordânia, uma ação que, nas palavras de Mu’ayyad Sha’ban, chefe de uma instituição palestina, ameaça gravemente a integridade territorial e a coesão das comunidades locais.
Sha’ban declarou que a iniciativa tem como objetivo fragmentar a geografia palestina, isolando suas populações e consolidando uma anexação gradual por meio da força, o que compromete qualquer possibilidade de coexistência pacífica.
De acordo com o portal Prensa Latina, as colônias planejadas estão estrategicamente posicionadas em áreas próximas à Linha Verde, a fronteira de fato entre Israel e a Cisjordânia.
Sha’ban argumentou que essa distribuição busca apagar as fronteiras existentes e eliminar perspectivas de uma solução de dois Estados. Ele também apontou que a aprovação simultânea e discreta de um número elevado de assentamentos cria um precedente alarmante, reforçando o uso de projetos coloniais como instrumento para alterar a configuração territorial e populacional da região.
A Oficina Central de Estatística Palestina divulgou que Israel confiscou cerca de 5.571 dunams de terra na Cisjordânia em 2025, uma área equivalente a aproximadamente 5,6 quilômetros quadrados.
Para Sha’ban, essas ações visam apropriar-se de terras palestinas e privar a população de seus recursos naturais, inserindo-se nos planos de anexação impulsionados pelo governo de Benjamin Netanyahu. A mesma entidade informou que atualmente existem 151 assentamentos judeus na Cisjordânia, além de 256 postos avançados, que incluem instalações industriais e militares. O número de colonos na região já ultrapassa 778 mil, sendo mais de 333 mil residentes em Jerusalém Oriental.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial do governo israelense sobre as críticas palestinas ou sobre os detalhes do plano de construção das colônias. A agência Al Jazeera tem reportado um aumento nas tensões na região devido à expansão de assentamentos, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos com crescente preocupação diante do impacto sobre o processo de paz no Oriente Médio.


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