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China converte desertos em fazendas de trigo e impulsiona segurança alimentar

0 Comentários🗣️🔥 A China avança na transformação de vastas áreas desérticas em terras agrícolas produtivas, com foco no combate à desertificação e no fortalecimento da segurança alimentar. O projeto, iniciado em 2024 nas margens do Deserto de Taklamakan, na região autônoma de Xinjiang Uygur, tem se concentrado no cultivo de trigo em solos arenosos. Na […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 04:31

A China avança na transformação de vastas áreas desérticas em terras agrícolas produtivas, com foco no combate à desertificação e no fortalecimento da segurança alimentar.

O projeto, iniciado em 2024 nas margens do Deserto de Taklamakan, na região autônoma de Xinjiang Uygur, tem se concentrado no cultivo de trigo em solos arenosos.

Na cidade de Kunyu, situada na borda sul do deserto, a colheita mais recente, realizada em março de 2026, abrangeu mais de 8.200 mu, o equivalente a cerca de 547 hectares, e registrou uma taxa de sobrevivência de mudas e cobertura verde acima de 90%, conforme informou o portal South China Morning Post.

Os responsáveis pelo projeto em Kunyu têm adotado tecnologias avançadas para viabilizar o cultivo em um ambiente extremamente árido.

Um dos principais recursos utilizados é o sistema de irrigação por pivô central, que conta com bicos suspensos funcionando como chuveiros automatizados. Essa solução permite a distribuição eficiente de água em áreas antes dominadas por dunas de areia.

Quando a empresa agrícola liderada por Cui assumiu o terreno em 2024, a região era composta majoritariamente por formações arenosas, o que ilustra a magnitude dos obstáculos superados ao longo do processo de transformação.

Além do trigo, os gerentes agrícolas têm experimentado o plantio de outras culturas adaptadas às condições locais, buscando diversificar a produção e maximizar o uso das terras recuperadas.

A iniciativa também envolve esforços para estabilizar o solo e prevenir a erosão, utilizando técnicas como a aplicação de barreiras naturais e materiais orgânicos.

Especialistas da região destacam que o sucesso do projeto depende de um equilíbrio entre inovação tecnológica e preservação ambiental, garantindo que as áreas cultivadas permaneçam produtivas a longo prazo.

O impacto do empreendimento vai além da produção de alimentos, contribuindo para a redução da expansão de desertos na região de Xinjiang Uygur.

Autoridades locais afirmam que a experiência adquirida pode ser replicada em outras partes do país e até em nações que enfrentam desafios semelhantes com a desertificação.

A combinação de irrigação automatizada e manejo sustentável do solo tem se mostrado eficaz para converter paisagens inóspitas em zonas de cultivo, oferecendo uma nova perspectiva para a agricultura em ambientes extremos.

Com mais de 547 hectares agora dedicados ao trigo, a China demonstra capacidade de expandir sua base agrícola mesmo em condições adversas.

O projeto no Deserto de Taklamakan segue sendo monitorado por cientistas e agrônomos, que buscam aprimorar as técnicas empregadas e aumentar a escala das operações nos próximos anos.

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