O chefe da diplomacia síria, Al-Shaibani, denunciou em coletiva de imprensa realizada em Ancara, no dia 9 de abril de 2026, que Israel continua a violar a soberania e o espaço aéreo da Síria por meio de incursões e operações militares.
De acordo com o diplomata, essas ações têm bloqueado avanços nas conversações indiretas promovidas pelos Estados Unidos, realizadas em cidades como Londres e Paris, com o objetivo de estabelecer entendimentos entre as partes envolvidas no conflito.
Durante o pronunciamento, Al-Shaibani fez um apelo à comunidade internacional para que apoie a implementação do Acordo de Separação de Forças de 1974 e exija a retirada das forças israelenses de territórios sírios.
Ele destacou que a medida é essencial para permitir a reconstrução do país, devastado por mais de uma década de guerra.
O ministro alertou que, desde o início de 2026, as violações por parte de Israel se intensificaram, com registros de invasões, instalação de postos de controle e detenções de civis, incluindo menores de idade e pastores, em áreas próximas à fronteira.
O diplomata também abordou a situação após a queda do governo de Bashar al-Assad, ocorrida em dezembro de 2024. Segundo ele, Israel declarou o acordo de 1974 como sem efeito e ocupou a zona de amortecimento em território sírio, agravando as tensões na região.
Essas denúncias foram detalhadas por agências internacionais, como a Al Jazeera, que documentaram as violações recentes.
Al-Shaibani mencionou ainda progressos na relação com a Turquia, destacando o que chamou de “uma nova etapa de cooperação” em áreas como reconstrução, energia, comércio e segurança nas fronteiras.
O ministro sírio comentou sobre avanços na implementação de um acordo entre o governo de Damasco e as Forças Democráticas Sírias, com o objetivo de consolidar um Estado unificado e um único exército nacional.
Ele também expressou apoio ao governo libanês diante da escalada de bombardeios israelenses no Líbano, condenando as ações e defendendo o fortalecimento de uma aliança estratégica com o país, que acolheu milhares de refugiados sírios durante os anos de conflito.
Al-Shaibani manifestou ainda posição favorável ao desarmamento do movimento Hizbulá como parte de esforços para estabilizar a região.
No contexto regional, o diplomata reiterou a necessidade de esforços internacionais para reduzir conflitos e promover a segurança no Oriente Médio, enfatizando que as ações de Israel representam um obstáculo central para qualquer progresso diplomático na Síria.
As declarações de Al-Shaibani refletem a complexidade do cenário geopolítico sírio, marcado por disputas territoriais, intervenções externas e a busca por estabilidade após anos de guerra. A posição do governo de Damasco aponta para a urgência de soluções multilaterais que respeitem a soberania nacional e ponham fim às violações denunciadas.
Com informações de prensa-latina.cu.


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