Segundo o DROPSITENEWS, na madrugada de terça-feira, 22 de julho, a aviação israelense bombardeou uma casa no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, sem aviso prévio, matando seis membros da família Al-Masri enquanto dormiam.
As vítimas foram Firas e Salsabeel Al-Masri e seus quatro filhos: Faryal, Salma, Amira e Naim. O ataque destruiu o andar superior do imóvel e o incendiou.
O avô das crianças, Abu Youssef Al-Masri, disse ter ouvido a explosão por volta das 2h da manhã. "A casa desabou e pegou fogo", relatou.
O irmão de Firas, Mohammed Al-Masri, acompanhou o enterro dos seis corpos à tarde. "Eles queimaram diante dos nossos olhos e não pudemos fazer nada", declarou no cemitério.
O ataque ocorre em meio a uma ofensiva israelense intensificada nos últimos dias, enquanto a atenção internacional se concentra na guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo o portal Drop Site, nas últimas 24 horas os bombardeios atingiram edifícios residenciais, acampamentos de tendas, veículos civis, um cortejo fúnebre, uma delegacia de polícia e um hospital convertido em abrigo.
Na segunda-feira, um ataque israelense atingiu o hospital Al-Yemen Al-Saeed, no campo de refugiados de Jabaliya, matando ao menos quatro pessoas. O local havia sido convertido em abrigo para deslocados. Uma testemunha, Youssef Akasha, disse ter visto crianças brincando de futebol quando as bombas caíram. "Elas estavam se divertindo e de repente começaram a gritar."
Na sexta-feira anterior, o exército bombardeou um cortejo fúnebre na mesquita Ahmed Yassin, no campo de Nuseirat, matando oito enlutados. Medhat Saleh, ferido no ataque, descreveu corpos espalhados e pessoas empilhadas. "Virou uma chacina em todos os sentidos. Nos últimos dias, isso se tornou uma ocorrência diária."
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos condenou a escalada por meio de Thameen Al-Kheetan. "Nove meses após o anúncio de um cessar-fogo, nenhum lugar é seguro para os palestinos em Gaza", afirmou, registrando 57 mortos entre 13 e 20 de julho. A ONU alertou ainda que a população está sendo confinada em uma área cada vez menor, com a chamada "linha amarela" sendo empurrada continuamente para o oeste.
Desde outubro de 2023, o total de mortos em Gaza supera 73.300 e o de feridos chega a quase 174 mil, conforme o Ministério da Saúde de Gaza. Só nas três primeiras semanas de julho, foram 127 mortes, incluindo um número significativo de crianças no acumulado do conflito.
Para Nasser Abourahme, professor de Estudos do Oriente Médio e Norte da África no Bowdoin College, o genocídio nunca parou, apenas mudou de ritmo. "Israel não alcançou nenhum de seus objetivos centrais: a limpeza étnica da Faixa, o desarmamento das facções de resistência ou o reassentamento do território", disse ao Drop Site. Com os olhos do mundo voltados para o Irã, os bombardeios em Gaza seguem sem interrupção.


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