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Das notas de R$ 500 mil de Vorcaro às rachadinhas: os principais escândalos e denúncias contra Flávio Bolsonaro

Das notas milionárias emitidas para empresas ligadas a Daniel Vorcaro ao financiamento de R$ 61 milhões do filme Dark Horse, das rachadinhas às relações com milicianos: O Cafezinho reuniu, em um compilado, as principais denúncias criminais e escândalos que pesam contra o pré-candidato do PL à Presidência.

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Flávio Bolsonaro em evento da série Dialogue, em retrato oficial divulgado em seu Flickr
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026. Foto: Flickr oficial do senador (flaviobolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega à reta final da pré-campanha presidencial de 2026 afundado na mais grave crise política de sua carreira. O escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, e o financiamento milionário do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, soma-se a um histórico de denúncias que atravessa duas décadas de vida pública — das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) às relações com milicianos. A pedido dos leitores, O Cafezinho reuniu, em um único compilado, as principais denúncias criminais e os escândalos que pesam contra o pré-candidato do PL à Presidência da República — dos mais graves e recentes aos mais antigos.

1. As notas de R$ 500 mil para empresas ligadas a Vorcaro

O capítulo mais recente — e potencialmente mais explosivo — foi revelado pela coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, em 22 de julho de 2026, e confirmado por O Globo e Poder360. O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, do qual ele é único sócio, emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil cada — R$ 1,5 milhão no total — por supostos serviços advocatícios a empresas ligadas ao universo de Daniel Vorcaro:

  • Duas notas de R$ 500 mil, emitidas em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., foram canceladas imediatamente, somando R$ 1 milhão anulado;
  • Uma terceira nota de R$ 500 mil, emitida em 9 de abril de 2025 para a Contábil Correa (nome fantasia BR Global), foi efetivamente paga — dinheiro que entrou no caixa do escritório do senador.

O elo entre as duas empresas é o contador Rogério Lourenço Novo, único diretor responsável pela Copenhagen e único sócio da Contábil Correa — e membro do conselho fiscal da Ambipar, empresa do entorno de Vorcaro. Rogério já havia sido investigado pela Polícia Federal por um suposto esquema de notas frias com fraude superior a R$ 100 milhões.

O que transforma as notas em escândalo de proporções nacionais é a suspeita de que a Copenhagen servia de duto para movimentar recursos do Banco Master. Documentos da Receita Federal obtidos pela CPI do Crime Organizado mostram que o Master repassou entre R$ 57,9 milhões e R$ 58 milhões à Copenhagen entre 2024 e 2025 — colocando-a entre as dez empresas que mais receberam dinheiro do banco. Criada em novembro de 2024 com capital social de R$ 40, sem sede própria, a Copenhagen pertence, no papel, ao fundo Estônia, administrado pela Trustee DTVM, investigada pela PF por ocultar patrimônio do grupo Vorcaro.

Flávio admitiu o recebimento dos R$ 500 mil em vídeo, classificando a relação como “completamente legal e privada”. Ele afirma que a contratação pela Copenhagen “não avançou” — por isso os cancelamentos — e diz não conhecer o vínculo das empresas com o Master. O senador também levantou suspeita de vazamento de seus dados fiscais sigilosos com fins eleitoreiros. Já o contador Rogério Novo admitiu ser dono da Copenhagen e ter contratado Flávio, mas alegou não lembrar para quem nem o que foi feito com os serviços.

2. O filme “Dark Horse” e os R$ 61 milhões do Banco Master

A raiz do caso está no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em 13 de maio de 2026, o The Intercept Brasil revelou mensagens e um áudio trocados entre Flávio e Vorcaro, confirmados pela TV Globo junto a investigadores. No áudio, de 8 de setembro de 2025 — dias após o Banco Central rejeitar a venda do Master ao BRB —, Flávio cobra do banqueiro o pagamento de parcelas atrasadas do financiamento do filme, dizendo temer “o efeito contrário” ao que sonhavam para a produção.

Os números da operação impressionam:

  • Pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram efetivamente repassados pelo grupo de Vorcaro ao filme entre fevereiro e maio de 2025;
  • A operação total negociada chegava a quase US$ 24 milhões (R$ 134 milhões), com cronograma de 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026;
  • O dinheiro fluía da Entre Investimentos e Participações, empresa de Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, fundo no Texas (EUA) cujo agente legal é o escritório de Paulo Calixto — advogado de Eduardo Bolsonaro — e dali para a produtora Go Up Entertainment;
  • A Polícia Federal investiga se parte dos recursos foi desviada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde vive autoexilado desde março de 2025.

A última cobrança documentada data de 16 de novembro de 2025 — na véspera da primeira prisão de Vorcaro pela Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”, escreveu Flávio ao banqueiro.

Da negativa à admissão escalonada

A cronologia das declarações de Flávio mostra admissões parciais e sucessivas. No dia da revelação, falou apenas em “dinheiro privado”. Dias depois, confirmou o pedido de recursos, negando “relações espúrias”. Afirmou que “qualquer contato” com Vorcaro foi “única e exclusivamente para tratar do filme” e prometeu prestação de contas da produtora em 30 dias — prazo que venceu em junho sem cumprimento.

Depois, admitiu um encontro presencial com Vorcaro em São Paulo, em novembro de 2025, já depois da primeira prisão e soltura do banqueiro — segundo ele, para “colocar um ponto final” no investimento. Mas o colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que Flávio visitou Vorcaro pelo menos mais uma vez, na mansão que o banqueiro alugava em Brasília, em encontro privado “a dois” no primeiro semestre de 2025 — visita que o senador jamais havia mencionado. Mensagens também mostram um jantar combinado na casa de Vorcaro com o ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme.

3. Notícia-crime no STF, inquérito autorizado e sigilo máximo

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou notícia-crime no Supremo Tribunal Federal sobre o financiamento do “Dark Horse”. O caso foi redistribuído pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ao ministro André Mendonça, relator do caso Master. Após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, Mendonça autorizou nesta quarta-feira, 23 de julho de 2026, a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar irregularidades nos repasses, a conexão com os valores cobrados por Flávio e a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O processo tramita sob sigilo nível 3, classificação reservada a diligências em curso e dados sensíveis.

Nos bastidores, aliados de Flávio vivem o temor permanente de novos áudios e revelações — e de que Mendonça autorize busca e apreensão contra o senador em plena campanha, depois de cautelares semelhantes contra o publicitário Thiago Miranda, intermediário da operação do filme. Dirigentes próximos a Valdemar Costa Neto falam em “uma crise atrás da outra”.

O custo político já é mensurável. A pesquisa Genial/Quaest de julho registrou queda de Flávio de 33% para 28% das intenções de voto desde maio — mês da revelação do caso —, com os indecisos saltando de 5% para 11%. O contexto é aterrador para a campanha: o colapso do Banco Master envolve fraudes estimadas em R$ 12 bilhões com o BRB e um rombo de cerca de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, o maior escândalo bancário da história do país.

4. Justiça Eleitoral: urnas, carta do pai e culto com Malafaia

Na frente eleitoral, Flávio acumula representações que podem até custar seu registro:

  • Desinformação sobre urnas: em 21 de julho de 2026, diante de dezenas de diplomatas estrangeiros, Flávio associou as urnas brasileiras a urnas venezuelanas da empresa Smartmatic supostamente investigadas pela CIA. No dia seguinte, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) o representou no TSE, pedindo remoção dos conteúdos, multa de R$ 30 mil e abstenção de repetir a falsa associação. O próprio TSE rebateu: “Informações são falsas” — a Smartmatic nunca forneceu urnas ao Brasil;
  • Carta de Jair Bolsonaro: em 11 de julho de 2026, Flávio fez uma live lendo uma “carta aos brasileiros” escrita pelo pai, preso e condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, pedindo união em torno da candidatura do filho. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que a live “pode configurar propaganda eleitoral antecipada”, enviou cópias ao procurador-geral eleitoral e — por entender que houve desvio de finalidade do direito de visita e desrespeito às cautelares que proíbem Bolsonaro de usar redes sociais por terceiros — suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai;
  • Culto com Silas Malafaia: em 3 de maio de 2026, durante culto de Santa Ceia na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio, o pastor declarou apoio público a Flávio, com oração pelos políticos presentes. O Movimento Brasil Laico denunciou o episódio à Procuradoria Regional Eleitoral como propaganda antecipada, pedindo multas e a inelegibilidade de Flávio e de Malafaia por oito anos.

5. Caso Queiroz e as rachadinhas na Alerj

O escândalo-mãe da família Bolsonaro completou oito anos sem julgamento de mérito. Tudo começou em dezembro de 2018, quando o Coaf apontou movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista de Flávio na Alerj — incluindo um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro e depósitos de ao menos oito funcionários do gabinete, sempre após o pagamento dos salários, o núcleo da suspeita de “rachadinha”. Veio à tona ainda que o próprio Flávio recebeu 48 depósitos de R$ 2 mil (R$ 96 mil) em poucos dias, em terminais da Alerj.

Em outubro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Flávio e mais 16 pessoas — incluindo Queiroz e a mulher do senador, Fernanda Bolsonaro — por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, tratando o então deputado como “líder da organização”. O desvio apontado: R$ 6,1 milhões em salários de assessores, num esquema que incluía funcionários fantasmas e repasses a Queiroz.

Duas engrenagens de lavagem foram detalhadas pelo MP:

  • A loja de chocolates Bolsotini, franquia da Kopenhagen comprada por R$ 800 mil com um sócio apontado como possível “laranja” — cuja contabilidade não refletia nem o pico de vendas da Páscoa, indício de que servia para “acobertar a inserção de recursos” da rachadinha;
  • O mercado imobiliário: cerca de 20 transações em 16 anos, com imóveis valorizados 450% (a média regional era 63%) e apartamentos em Copacabana comprados e revendidos no mesmo dia com diferenças de até 292% — mecanismo clássico de lavagem, segundo o Coaf.

Status atual: após uma sucessão de anulações no STJ e no STF — quebras de sigilo derrubadas e relatórios do Coaf declarados “imprestáveis” —, o Órgão Especial do TJ-RJ arquivou a denúncia em 16 de maio de 2022, a pedido do próprio MP-RJ, sem análise do mérito. Flávio, portanto, não é réu no caso. O Ministério Público afirmou à época que “não há óbice legal” para retomar a investigação com nova quebra de sigilo fundamentada — o que nunca ocorreu publicamente.

6. A Abin paralela a serviço da defesa

A Operação Última Milha, da Polícia Federal, revelou que a Agência Brasileira de Inteligência, sob o comando de Alexandre Ramagem no governo Bolsonaro, operou uma estrutura ilegal de monitoramento de autoridades — a chamada “Abin paralela” — usando o software israelense FirstMile, acionado 30 mil vezes. Segundo a PF, a Abin espionou ilegalmente auditores da Receita Federal que investigavam Flávio no caso das rachadinhas e produziu material para sua defesa.

Em julho de 2024, veio a público a gravação de uma reunião de agosto de 2020 entre o então presidente Jair Bolsonaro, Ramagem, o general Augusto Heleno e advogadas de Flávio, discutindo formas de auxiliar a defesa do senador e “emparedar” as investigações. Em 20 de julho de 2026, Alexandre de Moraes arquivou o inquérito contra Jair Bolsonaro e Ramagem — por entender que os fatos já foram julgados na ação da trama golpista —, mantendo Carlos Bolsonaro investigado na primeira instância. Flávio consta na investigação como beneficiário do esquema, sem indiciamento formal até o momento.

7. As relações com milicianos: o caso Adriano da Nóbrega

Nenhum capítulo da biografia política de Flávio é mais incômodo do que os laços com Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como um dos líderes do Escritório do Crime e da milícia de Rio das Pedras, morto em fevereiro de 2020 numa ação policial na Bahia que seu advogado temia ser uma “queima de arquivo”. O histórico documentado:

  • 2003: Flávio concedeu a Adriano, então tenente da PM, menção honrosa na Alerj;
  • Setembro de 2005: concedeu-lhe a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Casa — enquanto Adriano estava preso, acusado de homicídio;
  • 2007: nomeou para o gabinete Danielle Mendonça da Costa, então mulher de Adriano, indicada por Fabrício Queiroz. Ela ficou 11 anos no cargo e foi apontada como suspeita de funcionária fantasma;
  • 2016: nomeou Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano. Segundo o MP-RJ, mãe e ex-mulher do miliciano receberam ao menos R$ 1,029 milhão em salários e repassaram cerca de R$ 203 mil a Queiroz — parte dos valores iria, segundo a denúncia, ao próprio Adriano;
  • Flávio também discursou na Alerj em defesa das milícias em 2007, chegando a cogitar projeto de legalização, e defendeu milicianos durante a instalação da CPI das Milícias, em 2008.

8. A mansão de R$ 6 milhões e o financiamento camarada do BRB

Em fevereiro de 2021, Flávio comprou uma mansão de R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, em Brasília — terreno de 2.500 m², com piscina, sauna e garagem para oito carros. O negócio chamou atenção pela matemática: R$ 2,87 milhões pagos com “recursos próprios” e financiamento de R$ 3,1 milhões pelo BRB, banco público do governo do Distrito Federal, em 360 parcelas, com taxa entre 3,65% e 3,71% ao ano — bem abaixo do mercado.

Os questionamentos jornalísticos se acumularam: o patrimônio declarado por Flávio em 2018 era de R$ 1,74 milhão; a renda do casal ficava abaixo do mínimo exigido para o crédito; e o Estadão calculou que, com o salário de senador, o financiamento máximo possível seria de cerca de R$ 1,19 milhão — para R$ 3,1 milhões, seria precisa renda mensal superior a R$ 100 mil. O BRB era comandado à época pelo governo de Ibaneis Rocha, aliado de Jair Bolsonaro. Flávio justificou o pagamento com a venda de um apartamento no Rio e de sua participação na franquia de chocolates — transações que, à época, não constavam em cartório — e classificou a cobertura como “narrativa criminosa da imprensa”.

9. O desgaste político: Centrão, Michelle, tarifaço e pesquisas

A soma dos escândalos corroeu a articulação da pré-candidatura:

  • Neutralidade do Centrão: na noite de 21 de julho de 2026, o PP decidiu pela neutralidade, liberando os diretórios; o União Brasil seguiu o mesmo caminho, deixando Flávio sem base partidária ampla para 2026. A vice oferecida a Tereza Cristina (PP-MS) foi recusada;
  • Crise com Michelle Bolsonaro: em junho, a ex-primeira-dama disse ter sido “maltratada e humilhada” por Flávio nas articulações do Ceará, deixou a presidência do PL Mulher e acusou “a direita do Ceará” de estar “vendida”. Flávio respondeu no podcast Flow: “não tenho relação com Michelle”. Pesquisa Quaest mostrou 42% concordando mais com ela, contra 18% com ele;
  • Tarifaço: Flávio oscilou publicamente sobre as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil — do tom conciliatório em 2025 à atribuição da culpa ao governo Lula em 2026 —, acumulando desgaste até entre aliados;
  • Críticas internas: dirigentes do PL e do Centrão avaliam que o senador repete o repertório que tornou o pai inelegível — ataque às urnas, radicalização e dependência da imagem de Jair Bolsonaro — em vez de ampliar votos. Tarcísio de Freitas declarou publicamente “confiar nas urnas”, marcando distância;
  • Pesquisas: a Quaest de julho mostra Lula com 40% contra 28% de Flávio no primeiro turno; 55% dos eleitores acreditam na vitória de Lula, e só 25% apostam em Flávio. A nova AtlasIntel já testa cenários sem Flávio, com Michelle em seu lugar — e a imprensa registra que, sem apoios, o senador pode desistir da disputa até 15 de agosto.

O fio condutor

Das rachadinhas de 2018 às notas milionárias de 2025, o padrão que atravessa as denúncias contra Flávio Bolsonaro é o da mistura entre interesse privado e mandato público — assessores devolvendo salários, empresas de fachada, honrarias para milicianos, crédito bancário camarada e, agora, um financiamento cinematográfico nascido no cofre do maior escândalo bancário da história brasileira. Com inquérito autorizado pelo STF, a Justiça Eleitoral acionada em múltiplas frentes e o Centrão de costas, a pré-candidatura que Jair Bolsonaro lhe “conferiu” da prisão enfrenta o teste mais duro: sobreviver à própria biografia.

O senador nega todas as irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política e de vazamentos ilegais de dados sigilosos.

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