Vance inicia negociações diretas com o Irã em Islamabad enquanto papa Francisco clama por paz imediata

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 22:51

No dia 11 de abril de 2026, o vice-presidente dos EUA J.D. Vance encontrou o primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif antes do início das conversações diretas com a delegação do Irã em Islamabad.

O diálogo representa esforço concreto para alcançar trégua duradoura após semanas de conflito intenso no Oriente Médio, com exigências mútuas e disputa por compromissos palpáveis.

A delegação iraniana inclui o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, enquanto a equipe americana conta com o vice-presidente J.D. Vance e o enviado Steve Witkoff.

Conforme noticiado pelo portal ANSA e pela agência Tasnim, o atual ciclo de conversas pode representar a última oportunidade para se chegar a consenso diante de exigências que a República Islâmica classifica como excessivas.

O Irã insiste em condições prévias rigorosas antes de qualquer compromisso formal.

Entre as demandas iranianas está o fim imediato dos ataques aéreos israelenses no Líbano e a restituição integral de ativos bancários congelados no exterior.

Do lado dos EUA, não foi concedida autorização para liberação desses bens, e qualquer movimentação depende de negociações técnicas detalhadas, além de garantias de segurança robustas.

As divergências permanecem profundas e cada etapa dos encontros carrega elevado grau de expectativa por parte das chancelarias envolvidas.

O Estreito de Hormuz configura ponto particularmente sensível nas negociações.

A presença de minas na via navegável limita o tráfego marítimo seguro e justifica a presença de destróieres americanos na região, sob autoridade do Comando Central dos EUA, para operações de desminagem — dinâmica que elevou ainda mais a tensão entre as partes.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif comprometeu-se a atuar como mediador neutro, recebendo ambas as delegações com hospitalidade protocolar em Islamabad.

Ele descreveu os encontros como momento crítico para a paz regional, sugerindo que o processo pode se estender por vários dias, dependendo da disposição demonstrada por americanos e iranianos em ceder nos pontos mais delicados.

Em meio ao impasse regional, o papa Francisco proferiu homilia transmitida de São Pedro, em Roma, na qual condenou o uso da força militar.

O pontífice afirmou que «no reino de Deus não há espada nem drone nem vingança nem lucro injusto» e pediu que os governantes cessem o exibicionismo do poder e abandonem a guerra.

Francisco denunciou a idolatria do dinheiro e do domínio como contrária à fé e à civilização.

A declaração insere dimensão ética explícita na cena geopolítica e soma-se à rede internacional de organizações civis que demandam cessar-fogo imediato, responsabilização internacional e soluções diplomáticas alinhadas ao direito internacional.

O testemunho religioso ganha ressonância precisamente quando as negociações em Islamabad enfrentam obstáculos concretos.

Para a República Islâmica, o atendimento das exigências de cessar-fogo e restituição de ativos mantém-se inegociável.

Para os EUA, cada avanço será calibrado conforme critérios de segurança estratégica, interesses de aliados regionais e risco de escalada militar adicional.

O desfecho dos diálogos em Islamabad permanece imprevisível, e a atenção global concentra-se em verificar se o encontro conseguirá transformar hostilidades em acordo duradouro ou se as tensões persistirão, com impactos sobre a estabilidade energética mundial e a segurança marítima no Estreito de Hormuz.

Com informações de ansa.it.

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