Irã rejeita exigências nucleares dos EUA e força Vance a abandonar Islamabad

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 11:51

No dia 12 de abril de 2026, o vice-presidente dos EUA J.D. Vance informou que as negociações entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã terminaram sem acordo após 21 horas de conversações intensivas realizadas em Islamabad, no Paquistão.

O principal ponto de divergência foi a rejeição por parte de Teerã às exigências apresentadas por Washington, com ênfase especial na questão nuclear.

Conforme detalhou o portal AP News, Vance declarou que os EUA haviam deixado claras as suas “linhas vermelhas” e os pontos em que estariam dispostos a mostrar flexibilidade.

O vice-presidente americano acrescentou que a proposta entregue representava uma oferta final e definitiva por parte de seu país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, respondeu que as demandas dos EUA eram excessivas e não realistas, o que gerou o impasse definitivo.

Ele indicou que não existe qualquer agenda para uma nova rodada de negociações.

Os temas centrais das discussões englobaram o estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano, as reparações pela guerra deflagrada no dia 28 de fevereiro de 2026, o levantamento das sanções econômicas e o encerramento definitivo do conflito.

A República Islâmica exigiu garantias sólidas contra eventuais agressões futuras, a restituição de bens congelados no exterior e a revogação completa das medidas restritivas impostas pelos EUA.

A exigência central de Washington era a de que o Irã confirmasse, de maneira inequívoca, que não buscaria o desenvolvimento de armas nucleares e que não adotaria qualquer ferramenta capaz de permitir a rápida construção de um dispositivo atômico.

O cenário das tratativas foi profundamente marcado pela guerra iniciada no dia 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma operação militar conjunta contra alvos no território iraniano — agressão que elevou drasticamente o nível de desconfiança entre as partes.

Embora as duas delegações tenham afirmado ter negociado de boa-fé, as conversações — consideradas históricas pelo grau de contato direto entre altos representantes — fracassaram diante de posições irreconciliáveis sobre os pontos centrais.

Do ponto de vista iraniano, os EUA estariam tentando obter por meios diplomáticos o que não conseguiram alcançar através de ações militares.

Os negociadores americanos, por outro lado, afirmaram ter feito concessões significativas em vários temas, mas não naqueles que consideram vitais para a segurança nacional dos EUA.

A possível abertura do estreito de Ormuz foi discutida intensamente, porém a República Islâmica manteve sua posição na ausência de garantias mais amplas e confiáveis.

Após o fim abrupto das conversas e a saída de Vance de Islamabad, o status do cessar-fogo de duas semanas — acordado no início do processo negocial — ficou incerto.

Autoridades paquistanesas reiteraram o compromisso de seu país em continuar como mediador e instaram as partes a preservar a trégua enquanto se avaliam as condições para eventuais novas rodadas de diálogo.

Com informações de prensa-latina.cu.

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