Lavrov viaja à China para alinhar estratégia com Wang Yi sobre Ucrânia e Oriente Médio

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 06:51

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, realizará visita oficial à China nos dias 14 e 15 de abril.

Ele se reunirá com o chanceler chinês Wang Yi para discutir a situação na Ucrânia, o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e o aprofundamento da cooperação bilateral em múltiplos campos, conforme detalhou nota oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O porta-voz chinês Guo Jiakun confirmou que Lavrov foi convidado por Wang Yi, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China.

Os dois diplomatas devem trocar pontos de vista sobre o desenvolvimento das relações russo-chinesas, a cooperação prática em diversas áreas e questões internacionais e regionais de interesse mútuo, com destaque para as crises na Ucrânia e no Oriente Médio.

Em conversa telefônica realizada em 5 de abril, Lavrov e Wang Yi manifestaram preocupação conjunta com a escalada de tensões no Oriente Médio.

O chanceler russo defendeu o cessar-fogo imediato e o retorno ao caminho político e diplomático para tratar das causas profundas da instabilidade regional.

Wang Yi, por sua vez, reforçou que China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, precisam manter comunicação estreita e adotar posturas equilibradas nas questões internacionais.

A visita ocorre em contexto de parceria estratégica cada vez mais consolidada entre Moscou e Pequim desde 2022.

Os dois países ampliaram sua cooperação econômica e política, avançando em iniciativas como a Iniciativa Cinturão e Rota chinesa e a União Econômica Eurasiana russa.

Eles também intensificaram a coordenação em plataformas multilaterais como BRICS, Organização de Cooperação de Xangai e ONU, onde defendem princípios de soberania e de ordem internacional mais representativa.

No caso da Ucrânia, a Rússia insiste em solução política que contemple suas preocupações legítimas de segurança, conteste a expansão da OTAN e garanta sua integridade territorial.

A China mantém postura pública de neutralidade ativa, apelando por cessar-fogo imediato, negociações de paz e estrito respeito ao direito internacional, inclusive no exercício de suas responsabilidades como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Sobre o Oriente Médio, a agenda deve abordar o confronto entre Irã e Israel, as tensões no Estreito de Ormuz e os riscos à estabilidade regional mais ampla.

Tanto Moscou quanto Pequim defendem o fim das ações militares, o retorno ao diálogo e o papel construtivo do Conselho de Segurança da ONU na busca por soluções políticas duradouras que evitem maior escalada humanitária e econômica.

Além das crises globais, os chanceleres devem tratar de parcerias econômicas concretas, iniciativas de conectividade regional, harmonização entre projetos de infraestrutura e coordenação de políticas em fóruns multilaterais.

A agenda bilateral também contempla comércio, investimento, tecnologia e alinhamento em temas como segurança energética e estabilidade financeira internacional.

A visita de Lavrov a Pequim reforça o nível atual de alinhamento estratégico entre Rússia e China em momento de profundas transformações geopolíticas.

Os dois países buscam atuar de forma coordenada para promover soluções diplomáticas aos principais conflitos em curso e consolidar mecanismos de cooperação que transcendem o modelo de relações centrado no Ocidente.

Leia mais sobre o assunto na Russian MFA.


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