A espaçonave Orion pousou no Oceano Pacífico na noite de sexta-feira, 10 de abril de 2026, trazendo de volta os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen após uma missão histórica que quebrou recordes humanos de distância em missão tripulada. O splashdown ocorreu às 17h07min (horário do Pacífico), ao largo da costa da Califórnia, encerrando oficialmente uma jornada de quase dez dias longe da Terra, segundo a NASA e o relatório oficial da missão.
A missão Artemis II alcançou seu ponto mais distante da Terra em 6 de abril, atingindo aproximadamente 252.756 milhas (cerca de 406.771 quilômetros), superando o recorde anterior estabelecido pela missão Apollo 13 em abril de 1970, que registrou 248.655 milhas (400.171 km). O novo marco representou um acréscimo de aproximadamente 4.100 milhas em relação à distância registrada há mais de meio século.
A bordo da Artemis II estavam três astronautas da NASA — Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch (especialista de missão) — além do canadense Jeremy Hansen, especialista de missão da Agência Espacial Canadense. Foi a primeira missão tripulada do programa Artemis e a primeira vez em mais de cinco décadas que seres humanos retornaram às proximidades da Lua para realizar operações além de simples observação orbital.
A trajetória de voo incluiu sobrevoo da face oculta da Lua, passagem sobre crateras ainda sem nome, eclipses solares perfeitos observados a partir do espaço profundo, além de vistas de Terra-subindo e Terra-descendo iluminando o horizonte lunar.
Durante a reentrada atmosférica, a cápsula atingiu velocidades próximas de 39.700 km/h, suportando temperaturas extremas em torno de 2.700 °C no escudo térmico. Após a ativação dos paraquedas estabilizadores, Orion splashdown ocorreu a cerca de 20 milhas por hora (≈ 32 km/h), completando percurso total estimado em cerca de 694.481 milhas. Uma equipe conjunta da NASA e forças armadas dos Estados Unidos resgatou os astronautas da cápsula por via aérea, transportando-os de helicóptero até o navio de recuperação USS John P. Murtha, onde passaram por avaliação médica inicial.
Jared Isaacman, administrador da agência espacial norte-americana, declarou que a missão Artemis II demonstrou “coragem, precisão e entrega sob risco excepcional”, ressaltando que esse resultado tornou-se possível graças aos mandatos e recursos assegurados pelo governo dos Estados Unidos e pelo Congresso. Em comunicado oficial, a NASA informou que o foco agora volta-se à missão Artemis III, prevista para 2028, quando se planeja realizar descida tripulada à superfície lunar, com objetivo de estabelecer presença permanente, não apenas observacional.