OBA e OBAFOG 2026 mobilizam escolas brasileiras com inéditos desafios práticos

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 02:46

As inscrições para 2026 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) vão até 1º de maio. A prova teórica da OBA será aplicada em 15 de maio — mesma data-limite para os lançamentos da OBAFOG. Escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, podem participar gratuitamente, sem exigência de número mínimo de estudantes inscritos.

O regulamento prevê quatro níveis: nível 1 (1º ao 3º ano do ensino fundamental), nível 2 (4º e 5º ano), nível 3 (6º ao 9º ano) e nível 4 (ensino médio). A prova da OBA contém dez questões — sete de astronomia e três de astronáutica. Na OBAFOG, participam alunos desde o ensino fundamental até o médio, além de cursos superiores em modelos avançados práticos. Há sete modelos de foguetes: desde versões simples com ar comprimido até foguetes de propelente sólido, multiestágios, com recuperação por paraquedas e sistemas eletrônicos para medição de altura. O modelo 7 exige lançamento quase vertical; os seis primeiros seguem trajetória oblíqua.

A inscrição deve ser feita até 1º de maio no site oficial (www.oba.org.br). A prova teórica será realizada presencialmente na escola sob supervisão docente; os lançamentos dos foguetes também serão presenciais. Resultados de ambos — prova e foguete — serão registrados em plataforma digital única.

Em 2025, a OBA teve 1.559.313 participantes, distribuindo 90.856 medalhas: 32.422 de ouro, 31.597 de prata e 26.841 de bronze. A OBAFOG contou com 331.444 participantes e concedeu 26.188 medalhas — 10.441 ouros, 10.312 pratas e 5.435 bronzes. Cerca de 60,2% dessas medalhas foram obtidas por estudantes de escolas públicas. Nos níveis mais técnicos da OBAFOG, as medalhas de ouro exigiram foguetes com voos acima de 400 metros.

Em Alagoas, 1.743 estudantes da rede estadual foram premiados em 2025 nas duas competições: 94 medalhas na OBA e 39 na OBAFOG. Deste total, 44 ouros, 54 pratas e 35 bronzes. A Escola Estadual Benedita Maria Rufino atingiu 325 metros em um dos lançamentos — entre os maiores do estado.

Alunas conquistaram 11.725 medalhas na OBAFOG em 2025: 4.646 ouros, 4.682 pratas e 2.397 bronzes. O resultado demonstra não apenas crescimento no número total, mas presença significativa feminina entre os primeiros lugares em olimpíadas científicas escolares.

Por que isso importa: os requisitos práticos — como voos de foguetes de centenas de metros, uso de eletrônica e propelente real — transformam a experiência escolar em base para áreas estratégicas como engenharia e tecnologia aeroespacial. A participação massiva, especialmente de escolas públicas, indica avanço na democratização do acesso à ciência no ensino básico. Em 2026, essas olimpíadas oferecem oportunidade concreta de estimular competências técnicas, reduzir disparidades educacionais e fortalecer a formação de jovens em setores essenciais ao desenvolvimento tecnológico do país.

Com informações de www.agitemanaus.com.br.

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