A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de US$ 6,0 bilhões no último trimestre — cerca de 33% acima da estimativa do Safra de US$ 4,5 bilhões — e acumula valorização superior a 50% em 2026 até o momento, indicando fundamentos sólidos e política de dividendos cada vez mais atrativa. A combinação desses fatores colocou a ação entre as mais recomendadas por corretoras, segundo análise da Gazeta Mercantil, pela forte performance financeira e expectativa elevada de proventos.
O EBITDA ajustado recorrente cresceu 17% sobre o trimestre anterior, superando projeções em torno de 3%. Os segmentos de exploração e produção (upstream), transporte e refino (midstream) foram responsáveis pelos principais ganhos, com destaque para a margem em combustíveis e os benefícios das exportações de derivados.
Os dividendos distribuídos aos acionistas no fechamento de 2025 ultrapassaram US$ 2,3 bilhões, acima dos US$ 1,6 bilhão estimados previamente — e para 2026, o UBS projeta proventos de até US$ 9,6 bilhões, o que implicaria um dividend yield próximo a 14%.
Apesar de um recuo de cerca de 2,6% no pregão, motivado pela queda do petróleo Brent em 2025 e oscilações externas, analistas do XP e do Itaú BBA mantêm recomendação de compra para PETR4, destacando que a ação segue descontada no curto prazo mesmo diante de cenário global menos favorável.
No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras prevê investimento (capex) de aproximadamente US$ 91 bilhões, dívida bruta estabilizada em torno de US$ 75 bilhões e política de distribuição de 45% do fluxo de caixa livre após investimentos. Com isso, o yield médio anual projetado para o período fica entre 11,8% e 13,1%, mesmo sem considerar dividendos extraordinários.
Operacionalmente, a produção diária estimada é de cerca de 2,5 milhões de barris por dia, com crescimento acelerado em campos do pré-sal como Búzios e Mero. O fluxo de caixa dolarizado se mostrou resistente à valorização da moeda estrangeira, e cada variação de US$ 10 no barril de petróleo representa impacto estimado de US$ 6,6 bilhões no EBITDA e nos dividendos.
Indicadores como P/L próximo de 4,5 e Preço/Valor Patrimonial abaixo de 1 sugerem que o mercado ainda está pagando pouco pelo que a empresa gera hoje. Estimativas mais conservadoras de dividend yield para 2026 variam entre 9% e 10%, enquanto projeções mais otimistas beiram os 14%, considerando cenários mais favoráveis para petróleo, câmbio e demanda global.
Esse desempenho supera diversas pares no Ibovespa até aqui em 2026, impulsionado por retorno de capital institucional ao setor de energia, expectativas geopolíticas que mantêm o petróleo em níveis elevados, e fundamentos internos fortes: alavancagem controlada, margens refinadas e diversificação operacional.
Para investidores focados em retorno real, proteção contra inflação ou câmbio, e previsibilidade, PETR4 tornou-se referência: a empresa opera com autonomia estratégica, reforça sua presença internacional e utiliza fluxo de caixa livre para beneficiar acionistas, demonstrando maturidade e resiliência frente às incertezas globais.
Com informações de gazetamercantil.com.


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