O Túnel Santos-Guarujá, o primeiro túnel imerso do Brasil, avançou para fase decisiva de preparação técnica e jurídica. O projeto concentra agora seus esforços na elaboração de estudos complementares, na finalização dos projetos executivo e funcional, na obtenção das licenças ambientais definitivas e no avanço do plano de desapropriações ao longo de 2026.
As obras civis somente devem começar em 2027, enquanto a operação comercial completa está prevista para 2031.
Conforme detalhou o portal UOL, o empreendimento já concluiu importantes etapas preliminares. A Licença Ambiental Prévia emitida pela Cetesb pavimentou o caminho para o leilão de concessão realizado em setembro de 2025, quando o contrato foi adjudicado à empresa portuguesa Mota-Engil.
A parceria público-privada de 30 anos prevê que a concessionária cuide da construção, operação e manutenção de toda a infraestrutura.
O governo de São Paulo selou o acordo de financiamento com o Banco do Brasil, assegurando uma participação pública próxima a 2,6 bilhões de reais no projeto. Fisicamente, o túnel terá 1,5 quilômetro de comprimento total, com 870 metros imersos sob o canal do porto a cerca de 21 metros de profundidade.
Serão três faixas para veículos em cada sentido, uma faixa dedicada ao VLT, além de vias para ciclistas e pedestres.
A metodologia de construção, inédita em grande escala no país, determina que os módulos de concreto sejam pré-fabricados em doca seca, transportados por mar e subsequentemente submersos e conectados no local exato. A partir de 2027 estão programadas a mobilização dos canteiros, a instalação da doca seca e as dragagens iniciais.
A conclusão da estrutura imersa e das obras principais é esperada para 2030, com os acessos viários em Santos e Guarujá sendo finalizados para viabilizar a operação no ano seguinte.
Os processos de desapropriação configuram um dos maiores desafios pendentes, com impacto previsto sobre centenas de imóveis, sobretudo no Guarujá. A administração pública e a Mota-Engil precisam garantir a fluidez desses procedimentos para evitar atrasos no cronograma estabelecido.
Além disso, ajustes logísticos, normativos e ambientais adicionais demandam atenção contínua das equipes envolvidas.
Considerado estratégico para a mobilidade na região da Baixada Santista, o túnel promete reduzir drasticamente o tempo de travessia entre as duas cidades, oferecendo uma alternativa moderna e eficiente ao sistema atual de balsas. O avanço na fase atual de preparação demonstra que o projeto saiu do campo das promessas e se consolida como uma obra em andamento, ainda que o grosso da construção ainda esteja por vir.
Acompanhado de perto por engenheiros, ambientalistas e moradores locais, o Túnel Santos-Guarujá representa um marco da engenharia nacional. O sucesso na execução das etapas remanescentes de 2026 determinará se o cronograma será rigorosamente cumprido ou se serão necessários ajustes para superar os obstáculos naturais de uma obra dessa magnitude e complexidade.
Com informações de noticias.uol.com.br.
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