Lula afirma que Ramagem é golpista condenado e deve cumprir pena no Brasil

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 14/04/2026 16:41

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Alexandre Ramagem é golpista condenado pelo Supremo Tribunal Federal e deve retornar imediatamente ao Brasil para cumprir pena de 16 anos de prisão.

A declaração ocorreu em entrevista concedida aos portais Brasil 247, Revista Fórum e DCM. Lula rejeitou de forma frontal a narrativa de aliados do ex-deputado que tentam minimizar a prisão ocorrida nos Estados Unidos como simples infração de trânsito.

Conforme detalhou o portal EM em sua cobertura, Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, conhecido como ICE, em Orlando, na Flórida, por irregularidade migratória.

O ex-parlamentar estava foragido desde setembro de 2025, após deixar o Brasil de maneira clandestina pela fronteira entre Roraima e a Guiana enquanto respondia a julgamento no STF. A detenção ganhou atenção internacional com o Washington Post revelando que ele vivia em condomínio de luxo na cidade desde a fuga.

A Primeira Turma do STF condenou Ramagem a 16 anos, um mês e 15 dias de reclusão em regime inicialmente fechado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os ministros reconheceram sua participação central no núcleo da trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder mesmo após derrota nas eleições de 2022. A sentença incluiu a perda do mandato de deputado federal, já confirmada.

Lula foi taxativo ao comentar o caso. “Não, ele foi pego porque estava condenado a 16 anos nesse país. Ele foi um golpista e está condenado. Ele tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena.” O presidente criticou duramente versões que buscam descaracterizar a gravidade dos fatos e reforçou que a condenação impõe ao ex-deputado a obrigação de responder perante a Justiça brasileira independentemente de sua localização atual.

O governo brasileiro solicitou formalmente a extradição de Ramagem em dezembro de 2025, com base na decisão do STF e nas provas reunidas durante o processo. Seu nome integra a lista vermelha da Interpol.

Embora a prisão nos Estados Unidos tenha sido executada pela ICE em razão da expiração do visto, conforme documentos do Departamento de Segurança Interna americano, as autoridades brasileiras demonstram confiança de que o pedido de extradição será atendido com base em tratados bilaterais. A agência AP confirmou que a localização de Ramagem ocorreu por meio de cruzamento de bancos de dados migratórios.

A condenação proferida pela Primeira Turma do STF ainda depende de trânsito em julgado para a execução plena da pena em território nacional. Mesmo assim, o posicionamento de Lula trata a decisão como marco definitivo que não pode ser burlado pela fuga do condenado.

O caso expõe tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos quanto à cooperação judicial e ao respeito mútuo pelas decisões das instituições de cada país. O desenrolar agora passa por análise jurídica nos Estados Unidos, que deve considerar o pedido brasileiro, a existência de eventual solicitação de asilo e os marcos legais que regem a extradição entre as duas nações.

Lula demonstrou convicção de que Ramagem cumprirá a sentença no Brasil, reforçando a narrativa institucional de que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ficar impunes. O episódio também reacende o debate sobre a efetividade de mecanismos internacionais de cooperação quando envolvidos ex-agentes públicos condenados por tentativas de subversão da ordem constitucional.

Desde a condenação, o processo revelou detalhes extensos sobre a atuação de Ramagem na articulação que pretendia desestabilizar o resultado eleitoral de 2022. A decisão do STF consolidou entendimento sobre a gravidade dos atos investigados ao longo de inquéritos que mapearam desde o planejamento até a execução de ações concretas contra as instituições.

O presidente Lula, ao cobrar o retorno do condenado, reafirma o compromisso do governo com o Estado de Direito e com o princípio de que ninguém está acima da lei, mesmo quando se encontra em jurisdição estrangeira.

Com informações de diariodocentrodomundo.com.br.


📬 Assine a Newsletter do O Cafezinho

Receba a Manchete do Dia diretamente no seu e-mail, de graça e sem enrolação, todo dia pela manhã. É só colocar o seu e-mail abaixo:

[mailchimp_subscribe_form]

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.