Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que Jorge Messias, atual advogado-geral da União, já reúne os 41 votos necessários para aprovação tanto na Comissão de Constituição e Justiça quanto no plenário do Senado.
A análise interna na Corte indica que o nome conta com o apoio de ao menos 50 senadores, margem considerada suficiente para superar eventuais resistências ou abstenções. A percepção emerge em meio à tramitação da indicação presidencial, com o processo agora em fase avançada de articulação.
A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça está marcada para o dia 29 de abril, com a votação em plenário prevista para a mesma data. O senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, relator do processo, deve ler o parecer no dia 15 de abril, conforme o cronograma definido.
Essa expectativa se fortalece com o apoio formalizado por ministros do Supremo como Kássio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, cujas manifestações reforçam a qualificação técnica do indicado e reduzem o espaço para confrontos mais intensos durante a análise parlamentar.
Conforme apontou o Diário do Centro do Mundo, a base de apoio já contabilizada oferece conforto ao governo para manter o ritmo da tramitação. A mensagem presidencial que formaliza a indicação chegou ao Senado no início de abril, embora a publicação no Diário Oficial da União tenha ocorrido em novembro de 2025.
O intervalo entre os dois momentos gerou críticas e pressões internas, mas não alterou o planejamento de votação acelerada nas próximas semanas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou até o momento um endosso público explícito à indicação. Interlocutores relatam que o senador chegou a defender o nome de Rodrigo Pacheco, do PSD de Minas Gerais, para a vaga aberta no tribunal.
Apesar dessa posição inicial, a avaliação dominante nos bastidores é de que as resistências devem se limitar a questionamentos pontuais, especialmente entre integrantes da Comissão de Constituição e Justiça e parlamentares alinhados ao bloco comandado por Alcolumbre. Lideranças aliadas ainda trabalham para dissipar dúvidas remanescentes e consolidar o placar favorável.
A aprovação de Jorge Messias permitiria que ele integrasse o Supremo Tribunal Federal, completando a composição de 11 ministros da Corte. O processo ocorre em período de elevada tensão institucional, no qual o tribunal ocupa papel central em debates políticos e jurídicos de grande repercussão nacional.
Fontes ouvidas na Corte e no Senado destacam que o placar final servirá como termômetro das relações entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, revelando o grau de coesão da base governista e a disposição de senadores independentes em votações de alto impacto.
O governo Lula considera a indicação estratégica para manter influência na composição do Supremo. Mesmo com o apoio já mapeado acima do mínimo constitucional, as articulações finais continuam ativas nos dias que antecedem a sabatina.
A tramitação reforça o peso das negociações políticas no processo de escolha de ministros, onde qualificações técnicas se combinam a cálculos de equilíbrio interno da Corte e de lealdades parlamentares. Se o resultado confirmar as projeções atuais, Messias assumirá assento em momento delicado para as instituições, testando a capacidade do Senado de exercer seu papel de controle com independência diante do Executivo.
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