Levantamento da Genial/Quaest divulgado em 11 de março de 2026, com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 6 e 9 de março, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, reafirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno, enquanto a disputa no segundo turno entre ele e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está tecnicamente empatada. (https://www.band.com.br/noticias/quaest-lula-e-flavio-bolsonaro-tem-empate-em-possivel-2-turno-de-2026-202603111441/?utm_source=openai)
Principais resultados eleitorais
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%; Ratinho Júnior (PSD) surge em terceiro com 7%. (https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno//?utm_source=openai) Em simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, ambos conquistam 41% das intenções; 16% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam, e 2% estão indecisos. (https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/lula-e-flavio-empatam-no-2o-turno-mostra-pesquisa-quaest/?utm_source=openai)
Avaliação e comparação com momentos anteriores
A desaprovação ao governo Lula alcança 51%, superando a aprovação, que está em 44%; 5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. (https://www.band.com.br/noticias/quaest-lula-e-flavio-bolsonaro-tem-empate-em-possivel-2-turno-de-2026-202603111441/?utm_source=openai) A pesquisa também registra elevação na avaliação negativa desde outubro de 2025: em outubro, 37% dos entrevistados consideravam a gestão ruim ou péssima; em março de 2026 esse índice subiu para 43%. (https://www.portaltela.com/noticias/politica/2026/03/11/avaliacao-negativa-do-governo-lula-sobe-4-pontos-e-chega-a-43/?utm_source=openai) Entretanto, não há elementos confiáveis para afirmar que essa é a “terceira queda consecutiva” da avaliação positiva do governo, pois levantamentos mostram que, em fevereiro de 2026, a aprovação estava em 45% (e desaprovação em 49%), aumento em relação a meses anteriores, sem queda sistemática declarada. (https://plox.com.br/noticia/11/02/2026/49-desaprovam-e-45-aprovam-o-governo-lula-diz-quaest?utm_source=openai)
Comparativo com 2022
Em 2022, Lula obteve 48,43% dos votos válidos no primeiro turno e venceu Jair Bolsonaro no segundo com margem estreita, mas expressiva, em cenário de elevada polarização regional, especialmente no Nordeste. (https://en.wikipedia.org/wiki/2022_Brazilian_general_election?utm_source=openai) Hoje, embora Lula sustente liderança no primeiro turno, Flávio Bolsonaro tem ganhado espaço, tornando o cenário nacional mais competitivo do que era entre candidatos tradicionais da direita em 2022. (https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno//?utm_source=openai)
Estrutura da disputa: forças, riscos e indícios
A liderança de Lula em sete cenários de primeiro turno se mantém, mas com vantagens estreitas em vários casos, pois Flávio Bolsonaro se consolida como o principal rival. (https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno//?utm_source=openai) O empate técnico constatado no segundo turno reflete a mobilização crescente da oposição e ressalta que os índices de simulação ainda respondem fortemente a percepções negativas sobre economia, segurança e efeito de notícias recentes. (https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno//?utm_source=openai)
Por que importa
- Mesmo com liderança no estímulo do primeiro turno, Lula enfrenta um ambiente com desafios políticos crescentes: descontentamento econômico e social que favorece discursos da oposição.
- O crescimento de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno indica que o campo conservador consegue capturar parte do eleitorado insatisfeito, exigindo articulação política estratégica por parte do PT e seus aliados.
- Estados historicamente favoráveis ao PT, especialmente no Nordeste, continuam desempenhando papel central; no entanto, perdas relativas ou estagnação nesses palcos podem representar risco.
- Comparar com 2022 mostra que Lula ainda não reencontrou margens tão amplas, o que torna decisiva a capacidade de manter coesão interna e presença eleitoral nos centros urbanos do Sudeste e Sul.
Em suma: a disputa não está definida. O empate técnico no segundo turno evidencia que o avanço de Flávio Bolsonaro reflete mais do que mera oscilação momentânea, sendo sinal de uma oposição revigorada em meio a insatisfação econômica. Lula lidera, mas precisará retomar dinamismo no discurso e entregas governamentais, além de articular alianças para evitar surpresas na reta final de 2026.
Com informações de oglobo.globo.com.