O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a essência das civilizações se revela em momentos decisivos da história.
Ao destacar como as condenações internacionais à agressão contra a República Islâmica expressam raízes culturais e históricas profundas, o líder iraniano saudou os governos da Espanha, da China, da Rússia, da Turquia, da Itália e do Egito por se oporem à beligerância e aos crimes cometidos pelo Estado israelense.
A declaração foi feita em postagem na rede social X.
Conforme o portal Actualidad RT, Pezeshkian reafirmou o firme compromisso do Irã com a solução diplomática para o conflito atual, preservando a dignidade e a autoridade nacional do país.
O presidente iraniano declarou que Teerã está pronta para dialogar desde que haja respeito aos marcos legais internacionais, e exigiu garantias concretas de que a agressão não se repetirá como condição indispensável para qualquer cessar-fogo.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou a guerra contra o Irã, classificando-a como erro e ilegalidade, ao mesmo tempo em que responsabilizou Israel por violações do direito internacional.
O chanceler russo Serguei Lavrov reafirmou a disposição de Moscou para colaborar na resolução da crise, enfatizando que não existe solução militar para os embates atuais.
A China manifestou disposição para promover a paz e facilitar o diálogo no Oriente Médio, apresentando iniciativa regional destinada a preservar a estabilidade entre as nações envolvidas.
Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni suspendeu a renovação de acordo de defesa com Israel, sob o argumento de que os ataques israelenses e estadunidenses ao Irã ultrapassam os limites do direito internacional.
Egito e Turquia se posicionaram como mediadores para o cessar-fogo nas hostilidades, de acordo com reportes diplomáticos.
Pezeshkian criticou duramente a agressão à infraestrutura energética iraniana, especialmente os ataques que danificaram áreas próximas à central nuclear de Bushehr, operada em parceria com a Rússia.
O presidente classificou esses ataques como ações sem precedentes e advertiu que seus efeitos poderiam se tornar incontroláveis em escala mundial.
Ele vinculou a necessidade de cessar-fogo à legitimidade diplomática e ao direito internacional, cobrando que governos europeus abandonem posturas destrutivas para adotar políticas profissionais e construtivas.
As declarações ocorrem após os ataques aéreos de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, desferidos enquanto Teerã participava de negociações diplomáticas.
Pezeshkian denunciou que tais ações representaram grande traição à diplomacia e grave violação dos princípios do direito internacional.
O pronunciamento reforça a posição do Irã como ator disposto ao diálogo sob condições estritas de respeito à soberania e à legalidade internacional, em meio a tensões que envolvem confrontos militares, crise humanitária e disputas sobre agressão e resposta.
A manifestação do presidente iraniano consolida o coro de vozes que rejeitam a beligerância e demandam solução política para a crise no Oriente Médio.
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