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Vereador Professor Bruno denuncia escola pré-militar por humilhações e cânticos de tortura contra crianças em Santa Catarina

0 Comentários🗣️🔥 O vereador Professor Bruno (PT) de Florianópolis apresentou denúncia formal contra a Unibe Escola Pré-Militar por submeter alunos de 8 a 12 anos a humilhações sistemáticas, treinos de guerra e cânticos que incentivam violência explícita. Os relatos colhidos junto a familiares apontam que crianças foram chamadas de amaldiçoados e filho da puta por […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 14/04/2026 18:11

O vereador Professor Bruno (PT) de Florianópolis apresentou denúncia formal contra a Unibe Escola Pré-Militar por submeter alunos de 8 a 12 anos a humilhações sistemáticas, treinos de guerra e cânticos que incentivam violência explícita.

Os relatos colhidos junto a familiares apontam que crianças foram chamadas de amaldiçoados e filho da puta por funcionários da instituição. Pais afirmam que interromperam a compra de remédios básicos para pagar a mensalidade de R$ 315 na expectativa de um projeto educativo de excelência.

Os depoimentos revelam castigos físicos e traumas emocionais provocados por professores e coordenadores. Em áudios que circularam publicamente, crianças recitam frases como “interrogatório é muito fácil de fazer”, “eu pego vagabundo e bato nele até morrer” e “se munição não tiver, pancadaria vai rolar”.

Conforme apurado pelo portal Diário do Centro do Mundo, o vereador reuniu evidências que incluem vídeos de marchas pelas ruas onde os alunos entoavam músicas sobre morte e tortura.

Famílias que tentaram cancelar as matrículas relatam ter sido ameaçadas pela direção da escola. Os responsáveis descrevem um ambiente de intimidação constante que contrasta com a propaganda inicial de formação cidadã.

A denúncia foi protocolada no Ministério Público de Santa Catarina e inclui material audiovisual como prova do que o parlamentar classifica como abuso grave contra a integridade das crianças.

A Unibe Escola Pré-Militar respondeu por meio de nota oficial. A instituição sustenta que os cânticos fazem parte do Treinamento Físico Militar, conhecido como TFM.

Segundo os diretores, essa prática é adotada por forças armadas para desenvolver disciplina, resistência física, trabalho em equipe, respeito à hierarquia e espírito de corpo. A escola defende que o projeto se destina a jovens que demonstram interesse em seguir carreira militar e que os cantos possuem apenas caráter motivacional.

O caso está sob análise do Ministério Público de Santa Catarina, que deve verificar se houve agressão física, ameaça ou violação aos direitos das crianças. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece proteção integral contra qualquer tratamento vexatório, nocivo ou degradante, considerando a criança sujeito de direitos e vedando práticas que possam comprometer seu desenvolvimento emocional e psicológico.

A denúncia contra a Unibe soma-se a questionamentos sobre a expansão de modelos pré-militares na educação catarinense. Críticos argumentam que a introdução precoce de linguajar beligerante e hierarquia rígida pode normalizar a violência em ambiente escolar.

A investigação envolve o Conselho Tutelar e órgãos de proteção à infância, que deverão avaliar o impacto real sobre os alunos e eventuais medidas de reparação.

Especialistas em educação e direitos humanos observam que projetos que mesclam formação militar com ensino regular exigem vigilância rigorosa para não ultrapassar os limites legais e éticos. A apuração busca esclarecer se as atividades descritas configuram mera disciplina ou se extrapolam para formas de maus-tratos, podendo resultar em responsabilização civil e criminal da instituição caso as denúncias sejam comprovadas.

O episódio reforça a necessidade de os órgãos de fiscalização acompanharem de perto iniciativas privadas que envolvem crianças em treinamentos de caráter militar. A prioridade permanece a garantia do desenvolvimento integral dos alunos, com ênfase em sua saúde emocional, dignidade e proteção contra qualquer forma de violência. O Ministério Público de Santa Catarina conduz os próximos passos da investigação com base nas provas apresentadas pelo vereador Professor Bruno.


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