A China reagiu com firmeza às ações dos Estados Unidos que buscam bloquear o tráfego marítimo nos portos do Irã via estreito de Ormuz.
O governo chinês pediu que todas as partes mantenham calma e moderação, conforme reportou o portal Actualidad RT.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, apontou que o cerne das interrupções na navegação reside no conflito que envolve o Irã.
Ele defendeu um cessar-fogo imediato como única saída viável para restaurar a normalidade na região.
Guo Jiakun ressaltou que o estreito de Ormuz constitui rota vital para o comércio internacional de bens e energia.
Manter a estabilidade, a segurança e a passagem livre atende aos interesses comuns da comunidade internacional.
O governo chinês classificou o bloqueio americano como perigoso e irresponsável.
Beijing rejeitou ainda as acusações de que forneceria armas ao Irã, chamando-as de falsas e infundadas.
A China reafirmou seu direito de manter relações comerciais e energéticas normais com a República Islâmica do Irã.
Nenhuma potência externa deve interferir nesses assuntos soberanos bilaterais.
Navios sancionados por Washington, como o Rich Starry, de origem chinesa, atravessaram o estreito de Ormuz com carga de metanol.
O episódio demonstra os limites práticos do controle imposto pelos EUA.
A China figura como principal cliente do petróleo iraniano. Estimativas indicam que entre 80 e 90 por cento das exportações de petróleo do Irã destinavam-se a países asiáticos, com forte volume para o mercado chinês.
Qualquer interrupção prolongada no estreito de Ormuz ameaça desequilíbrios na cadeia energética global.
Os efeitos podem se propagar para preços e suprimentos em diversas regiões.
Beijing se apresenta como defensora da soberania iraniana e do direito internacional marítimo.
A liderança chinesa adverte que medidas unilaterais como esse bloqueio contribuem para o enfraquecimento da ordem internacional.
Xi Jinping tem destacado o caráter instável do sistema atual diante das crescentes pressões imperialistas sobre nações soberanas.
Com informações de actualidad.rt.com.


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